Título
Original:
 The Tiger Saga #2: Tiger’s Quest
Autora: Colleen
Houck
Tradução: Raquel Zampil
Ano: 2012
Editora:
Arqueiro
Páginas: 430
O Resgate do
Tigre
é o segundo livro da Saga do Tigre, uma série criada pela autora Colleen Houck, composta até
o momento por quatro livros ligados ao presente da história, e um ligado ao passado. Ao longo desta saga nós iremos acompanhar as aventuras de
Kelsey, uma garota comum que acaba descobrindo, ao conseguir um emprego temporário no circo, o segredo de um belíssimo tigre
branco. 

O que a garota não fazia ideia, era que o tigre branco que a encantou no circo era nada mais, nada menos do que um
príncipe indiano amaldiçoado, juntamente com seu irmão mais novo, por um poderoso feiticeiro. Após passar anos e anos na forma de um enigmático tigre branco, o príncipe consegue voltar a assumir a forma humana, e com a ajuda de Kelsey, irá seguir uma jornada para quebrar a maldição que o persegue, assim como encontrar uma forma de derrotar o feiticeiro que fez isso com sua vida e de seu irmão.

“O Oregon me
recebeu como a uma filha amada, acolheu-me em seus braços frios, acalmou minha
mente e, por meio de seus pinheiros sussurrantes, me prometeu paz. ”

Neste segundo capítulo pertencente a Saga do Tigre nós iremos observar as consequências das escolhas que nossa personagem principal tomou durante o final do primeiro livro. Logo no início da narrativa iremos acompanhar volta de Kelsey aos Estados
Unidos. Após acompanhar Ren durante o primeiro desafio, e juntos terem recuperado o primeiro presente de Durga, uma deusa indiana que escolheu Kelsey como sua protegida, a personagem deixa a Índia, o senhor Kadam, Kishan e Ren para trás. 

Devido a diversos pensamentos que a acompanharam durante boa parte do primeiro livro, e ao seu comportamento um tanto quanto irritante (sério gente, a Kelsey irrita
mais alguém, ou é só comigo?!), nossa personagem principal volta para o Oregon de mãos vazias,
com um buraco no coração e com uma sensação de vazio a perseguindo em todos os cantos. Prometo a vocês que não vou comentar o que aconteceu nesse meio tempo, nem mesmo dar qualquer tipo de spoiler para aqueles que não leram o livro, mas preciso avisar que irei criar um certo suspense em volta do que aconteceu, e é provável que com as minhas opiniões acerca da história, vocês sejam capazes de descobrir o que nos espera, mesmo assim, garanto que essa resenha é livre de spoilers.

Kelsey volta para os Estados Unidos sozinha, e é lá que ela pretende retomar sua vida normal, com uma faculdade normal, estudos normais, pessoas normais e até mesmo a tentativa de namoros normais. Mas não é nada fácil esquecer o que aconteceu, esconder seus sentimentos e escolhas e fingir que está tudo bem, e após alguns meses distantes, nós seremos agraciados com o tão esperado reencontro entre o casal, que até aquele momento, era a coisa mais fofa e adorável dessa história. 
Durante um lindo dia de Natal, Kelsey receberá muito mais do que presentes e o carinho de sua família adotiva, ela receberá também um lindo príncipe indiano, conhecido por Ren, o destruidor de corações. Com a volta de Ren nós retomaremos aquela sensação de que tudo vai dar certo no final, iremos virar as páginas com os olhos brilhando e um sorriso escondido no rosto, mas, como muitos de nós leitores sofredores sabem, tudo que está bem pode, de uma hora para a outra, ser destruído, virado de cabeça para baixo, transformado em caos, pois é assim que a coisa funciona no mundo literário. 

Por esse motivo, quando as coisas entre Ren e Kelsey estavam voltando a ser como deveriam, quando nossas esperanças estavam voltando a florescer, justamente quando a nossa complicada e querida personagem principal estava fazendo com que os dois irmãos tigres começassem a se entender, algo de ruim acontece. Durante a volta de um passeio, Ren e Kishan percebem alguma coisa errada, e não demora muito para que diversos capangas de Lokesh apareçam e, durante a tentativa de fuga de nosso trio, consigam sequestrar Ren. 

Com o desaparecimento de Ren, Kelsey e Kishan voltam as pressas para a Índia. Lá eles irão se encontrar com o senhor Kadam e juntos seguirão para a segunda jornada em busca a um dos presentes da deusa Durga que irá ajuda-los no resgate de Ren.
“Para conhecer
o mundo todo, só precisei aprender sobre mim mesmo. ”

Assim como aconteceu
em A Maldição do Tigre, o segundo livro da série transborda informação. Mais uma vez iremos encontrar todo o tipo de informações sobre a cultura, as crenças, a comida, o modo de pensar e as tradições indianas, a autora não deixou a peteca cair e fez mais uma vez um belíssimo trabalho de pesquisa. Se existe algo que a querida Coollen Houck provou que sabe
fazer, e o faz muito bem, é montar uma narrativa cheia de informação, cheia de pesquisa, e indo além, ela consegue transformar todo o tipo de fato em algo importante e instigante ao longo da história. 

Porém, muito mais do que abordar detalhes sobre a Índia, a autora nos presenteia com informações sobre outras culturas ao longo dessa segunda parte da história. Aqui nós encontraremos detalhes relacionados a culturas totalmente diferentes, mas ao mesmo tempo únicas e ricas, e o mais interessante foi observar como a autora foi capaz de unir detalhes de culturas diversas em uma história que faz sentido e que se torna ainda mais rica graças a todo o carinho e atenção dado as pesquisas para o livro. O que eu posso dizer, eu tenho uma quedinha por livros bem fundamentados e cheios de informação!

Mas então nós chegamos aos pontos que me incomodaram durante a leitura, chegamos naquela parte da resenha em que eu aproveito o espaço e a atenção de vocês para comentar um pouquinho sobre o que me desagradou nessa obra. Da mesma forma que o que me encantou durante a leitura do primeiro livro da série estava presente na continuação, o que me desagradou também se repetiu. Apesar de Kelsey ter tido uma quantidade reduzida de mimimis, ela continua a mesma personagem do primeiro livro, continua decidindo algo e depois se arrependendo, continua pensando demais sobre coisas que estão claramente certas, o que só torna a personagem volúvel. 

Mais uma vez, digo que até consigo entender certos pensamentos e atitudes da personagem, mas na maior parte das vezes o que ela faz, sente e pensa me irrita. Talvez eu tenha me tornado um pouco ranzinza, acabo me irritando com questões bobas, mas por se tratar de um gênero que eu gosto bastante, não pude deixar de me incomodar mais uma vez.

Como se não
bastassem os mimimis da senhorita Kelsey, neste livro nós teremos algo parecido com o que aconteceu no segundo livro da saga Crepúsculo. Aqui nós observaremos a saída do principal interesse amoroso da personagem feminina, e o aparecimento de um personagem que também abala o coração de nossa protagonista, senhoras e senhores, teremos um triângulo amoroso se formando. Não me entendam mal, essa é a minha opinião, e da mesma forma como que penso isso, sei que existem leitores que adoram essa tática, mas se existe algo que eu não consigo suportar é um triângulo amoroso. Eu simplesmente não consigo suportar a ideia de ver dois personagens “lutando” pela mesma pessoa, de ver um deles ser magoado, de saber que no final somente um destes personagens irá ficar com a mocinha. É claro que eu entendo o que a Colleen Houck pretendia com a inserção desse triângulo, mas ainda sim, fiquei irritada, frustrada, nervosa por pensar no pobre coitado que estava de lado, ou no outro que não passava de uma muleta. Da mesma forma como aconteceu em Crepúsculo, eu já estou desejando que a protagonista fique sozinha no final, pois não suporto essa indecisão.
“Só porque você
não pode ver a estrela, não significa que ela não esteja lá. ”
De maneira geral, O Resgate do
Tigre
é um bom livro! Ele segue o padrão estabelecido pelo primeiro livro da saga, inserindo algumas inovações, pequenas modificações e reviravoltas ao longo da história (principalmente no final), porém a fórmula principal é a mesma. O segundo livro da saga não
decai no quesito qualidade da narrativa e nem mesmo na história, mas também não arrisca em tentar seguir um novo rumo, uma nova fórmula, seguindo a mesma linha do primeiro. O livro nos mantém animados da
mesma forma que o primeiro, ele é constante. Assim, se você gostou de A Maldição do
Tigre
, tenho certeza de que irá curtir a continuação!

Confira a Saga do Tigre:

1. A Maldição do Tigre

2. O Resgate do Tigre

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