Resenha: O Oceano no Fim do Caminho

27 nov, 2017 Por Raissa Martins

Título Original: The Ocean in The End of The Lane
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 208
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Aos 40 anos e de volta a sua cidade natal, o nosso protagonista, que não tem seu nome mencionado, percebe que tinha se esquecido de tudo que vivera ali. Esquecera da sua melhor amiga e parceira de uma de suas maiores aventuras e também da fazenda Hempstock. Tocado pela saudade, ele resolve visitar o seu passado e voltar a casa no fim do caminho, ao lago onde ele encontrou o seu primeiro oceano.

Aos 7 anos de idade, o narrador desta história vira seu quarto receber um novo hóspede e sua mãe voltar a trabalhar. Os tempos eram difíceis e tais mudanças eram necessárias. Tempos depois, o minerador que sempre fora muito estranho aos olhos do menino, acabou cometendo suicídio não muito longe de sua casa, no carro da família. Tal fato despertou forças de outro mundo e coisas terríveis passaram a acontecer. O menino, com seus olhos de criança, percebeu que apenas ele poderia resolver isso.

Esse é mais um livro que me deixou sem palavras e eu nem sei como começar essa resenha. Até agora eu não tive muitas experiências com livros de fantasia, pois a maioria das minhas leituras são de romance, chick lit ou young adult.  Então está mais do que comprovado o quanto é bom quando decidimos sair das nossas zonas de conforto. Isso porque eu me surpreendi maravilhosamente com esta leitura.

“Adultos seguem caminhos. Crianças exploram.”

Neil Gaiman explora a mente infantil do personagem e cria um universo fantástico, cheio de possibilidades e sem nenhuma certeza de nada. Você fica se perguntado se as coisas que o garoto vê e os personagens que interagem com ele são realmente reais ou se é tudo invenção dele. Para se aproveitar essa história ao máximo, é necessário que a pessoa tenha a mente aberta e não espere entender tudo logo de cara. Em O Oceano no Fim do Caminho não existem verdades concretas, cada um interpreta de um jeito e não adianta ficar buscando muita lógica, afinal de contas, é uma criança de sete anos quem está narrando.
Acho até que quando abrimos nossa mente e voltamos a pensar igual a quando éramos crianças, acabamos aproveitando bem mais a leitura. Histórias assim estimulam muito a nossa imaginação e nos transportam para quando tínhamos a idade do personagem e inventávamos mundos novos. Éramos felizes com muito pouco. Bate aquela saudade de resgatar o que já foi perdido, nostalgia pura!
Nunca tenho muito a dizer quando me impressiono tanto com um livro, o que é engraçado e de certa forma frustrante. Só posso recomendá-lo a todos que quiserem viajar nas lembranças de uma crianças e suas aventuras em um mundo mágico e cheio de possibilidades. O Oceano no Fim do Caminho é o típico livro que se pode ler diversas vezes e sempre tirar algo de novo da leitura, um livro onde a imaginação e a realidade se misturam para contar uma belíssima história.

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