“Dezesseis luas, dezesseis anos
Dezesseis dos meus mais profundos medos
Dezesseis vezes você sonhou com minhas lágrimas
Caindo, caindo ao longo dos anos…”
O que você faria se morasse em uma pequena cidade, onde todo mundo se conhece e sabe dos segredos uns dos outros? O que você faria se nesta cidade nada mudasse? Tudo sempre se mantivesse igual. O que você faria se nessa cidade nunca surgisse um novo morador? Um novo vizinho? E ninguém nunca saísse de lá?
Uma cidade onde tudo é tradicional, onde o novo é considerado errado, onde as pessoas são preconceituosas, onde é mais fácil apontar o dedo para os erros dos outros do que para si mesmo. Uma cidade em que as mulheres da igreja são tão importantes quanto o prefeito, ou talvez mais importantes que ele. Nesta cidade, apesar de suas fachadas muito bem pintadas e emolduradas, existem segredos que poucos conhecem. O que você faria se depois de anos vivendo nessa cidade pacata, finalmente um novo morador aparecesse? E o que você faria se esse novo morador fosse a chave para a mudança na sua vida?
“Dezesseis luas, dezesseis anos,
Dezesseis vezes você sonhou com meus medos,
Dezesseis vão tentar Enfeitiçar as esferas,
Dezesseis gritos mas só um escuta…” 

A verdade, que eu tenho que admitir para vocês, é que foi uma confusão enorme para mim, ter a capacidade de sentar em frente ao computador e escrever essa resenha depois de ter terminado o
livro. Eu não sabia do que iria falar, quais detalhes comentaria e quais deixaria de lado, se me jogava de cabeça as emoções dessa história maravilhosa ou se tentava me manter sã. Por isso precisei de um tempo para acalmar os nervos e as ideias. E agora, mais calma e com a mente no lugar, eu lhes apresento Dezesseis Luas.
Dezesseis Luas é uma história de amor, não muito no estilo de Crepúsculo, mas ao mesmo tempo no mesmo estilo de Crepúsculo. Eu sei, também não faz sentido pra mim, rsrsrs, mas foi a única coisa, a única história com a qual eu consegui relacionar. Gatlin é a cidade palco para a história, uma pequena cidade no sul dos Estados Unidos, onde as casas são antigas e magníficas, típicas do lugar, com grandes varandas e colunas brancas que circundam todo o perímetro. Gatlin é pequena demais para possuir uma Starbucks e lá só existem dois tipos de pessoas: as muito burras ou as empacadas. Ethan Wate nasceu e cresceu nessa cidade, ele conhecia todos os moradores e todos o conheciam. Todos souberam quando sua mãe morreu, e todos sabem que são poucas as mudanças naquela cidade.
Durante todo o verão Ethan teve sonhos, sonhos que às vezes, mais pareciam realidade, onde uma garota aparecia e os dois caiam em queda livre, mas tudo o que ele sabia é que ele deveria salvá-la, porém sempre fracassava. No primeiro dia de aula não foi diferente, Ethan sonha com a garota mais uma vez e não faz ideia do significado destes sonhos. Ele nem pensa em contar a Amma, a mulher que o conhece desde pequeno, que eu adorei, de verdade. Eu te adoro Amma! Essa mulher cuida da casa de Ethan desde a morte de sua mãe, ela é a mulher que lhe prepara enormes cafés da manhã e que enche a casa de amuletos para afastar os maus espíritos. É ela que o acorda todos os dias e é ela que serviu de porto seguro quando o caos se instalou na vida do pai de Ethan, quando ele se trancou em seu escritório e nunca mais saiu.
“Dezesseis luas, dezesseis anos,
A Lua da Invocação se aproxima,
Nessas páginas as trevas se iluminam
O poder une o que o fogo destrói…” 

O primeiro dia de aula reserva surpresas, todo mundo fala sobre a nova garota da cidade. Lena Duchannes que acabou de se mudar para a casa do tio, Macon Ravenwood, o homem que ninguém nunca viu, pertencente a uma das famílias mais antigas da cidade e que vive em uma grande casa em uma área afastada da cidade. Muitas são as histórias sobre Macon e a propriedade de Ravenwood, mas ninguém nunca imaginou que algumas dessas histórias fossem verdadeiras.Quando Ethan vê Lena pela primeira vez ele logo a reconhece, ela é a garota de seus sonhos. Mas mal sabe ele que existirão muito mais do que sonhos em sua relação. Uma amizade surgirá, um amor irá florescer, Ethan sabe que eles podem ficar juntos. Lena não aceita, será que seus segredos não causarão a sua morte?
“Décima-Sexta Lua, Décimo-Sexto Ano,
Agora chegou o dia que você teme,Invoque ou seja Invocada,
Derrame sangue, derrame lágrima,Lua ou Sol – destrua, venere.” 

Dezesseis Luas começa com amizade e amor e termina com morte. É muito bem construído para que tudo se direcione o dia da Invocação, dia em que Lena irá descobrir se é da Luz ou das Sombras. A leitura me rendeu algumas risadas, momentos de suspense e espera pela próxima página, conseguiu encantar meu coração e no final me emocionar, lágrimas foram derramadas, é verdade! Tá bom eu admito, eu tenho coração mole! Mas o que eu posso fazer?! Ao final do livro eu estava assim:
As autoras estão de parabéns pela história e por seus personagens maravilhosos, pela criação e ótimo detalhamento dos espaços sombrios, pela bela descrição da paisagem sulista, por abordarem a questão do amor e das escolhas por aqueles que amamos, pelos sacrifícios que fazemos por amor e pelo que acreditamos. As autoras não deixaram a desejar e eu mal posso esperar para começar a ler Dezessete Luas!

Confira a série Beautiful Creatures

Dezesseis Luas possui uma adaptação cinematográfica, que é legal, é tão fofa e emocionante quanto. Mas deixou a desejar! Eles cortaram diversos personagens, modificaram diversos cenários e alteraram elementos que, na minha opinião, não havia necessidade de mudança. No livro tudo é mais sombrio, cenas são diferentes, personagens são mais explorados. Mas nem tudo são críticas, eu adorei a escolha dos atores, e fiquei muito feliz em observar como alguns se encaixaram como uma luva ao papel.

  • Beautiful Creatures
  • Autor: Margaret Stohl e Kami Garcia
  • Tradução: Regiane Winarski
  • Ano: 2010
  • Editora: Galera Record
  • Páginas: 488
  • Amazon

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