Quando a Joi me deu A Seleção de aniversário, lá em março de 2014, com os dizeres – você vai amar – sabia que já estava perdida. E tinha razão, como já comentei em outras resenhas da trilogia, fiquei histérica esperando os livros seguintes. Quando A Elite e A Escolha foram lançados, comprei e li cada, em um dia e quando finalizei o último foi tipo, – OK, acabei uma história incrível, vou ficar com saudades e em breve lerei novamente para matar as saudades! -. Não cheguei a ler novamente e antes que eu tivesse a oportunidade, A Herdeira chegou.

Como não poderia ser diferente, logo que recebemos o livro em um dia e meio eu já tinha acabado a leitura. Como fã da história, estou louca pela continuação, assim como todos os fãs ficam quando algo novo é lançado de algo que adoramos! Provavelmente, você que está lendo essa resenha seja fã da série. Caso ainda não tenha lido nenhum, sugiro que leiam as resenhas anteriores ou voltem depois, pois inevitavelmente muitos spoilers sobre a série irão aparecer!
É muito bom poder falar aqui abertamente, América fica com o Maxon! Pois é, o que muitos de nós já esperávamos com o decorrer da história dos pombinhos, se concretiza no final de A Escolha. Nesse quarto livro, podemos ver o que acontece depois de anos de casamento. O que acontece depois do felizes para sempre.

Na primeira gravidez de América, nascem os gêmeos Eadlyn e Ahren. Eadlyn nasce alguns minutos antes do irmão e por esse motivo, pela primeira vez, teremos uma rainha em Illéa. Vinte anos depois, uma nova geração é o povo jovem e revoltado de Illéa. O sistema de castas já não existe mais, mas como os jovens atuais não viveram na época realmente ruim, acham que agora está ruim o bastante para gerar uma revolução. Encurralado, Maxon não sabe qual a melhor atitude a ser tomada e ao considerar alguns fatores, aposta que uma distração será a melhor alternativa. E qual é a distração favorita de Illéa? A seleção.

Sendo Eadlyn a herdeira do trono, a seleção com rapazes é a primeira na história. Porém não é tão simples. Eadlyn tem um gênio forte e é cheia de personalidade para não dizer mimada. Apesar de tudo, eu me surpreendi positivamente com esse jeito de ser dela. Se me perguntassem como eu imaginava ela, eu chutaria que seria uma menininha tímida, com sorrisinhos e face ruborizada. De qualquer modo, prefiro essa Eadlyn.

Confira a série A Seleção

Percebendo que não tem muita alternativa, a não ser aceitar a seleção para o bem de Illéa, Eadlyn traça um plano. Muito simples por sinal, ela vai simplesmente infernizar a vida de cada selecionado. Alguns com certeza irão querer ir embora por conta própria, outros ela vai mandar embora. Como ela tem certeza que não vai gostar e principalmente, não vai se apaixonar por nenhum deles, ao final da seleção, nada vai acontecer, pois nenhum vai ser bom o bastante. Será?

O amor servia apenas para destruir nossas defesas, e eu não poderia me dar esse luxo.

Alguns pontos merecem a minha pontuação: Maxon realmente se tornou o cara que eu achava que ele seria. Preocupado com o povo de Illéa, querendo o melhor para a sua família e para todos ao seu redor. América mudou completamente de personalidade. Aquela jovem sonhadora, que lutava pelos fracos e oprimidos, se perdeu completamente ao longo dos vinte anos. Sabemos que isso realmente pode vir a acontecer com uma pessoa, mas fiquei um pouco decepcionada com isso. Queria ver ela mais ativa, ajudando o Maxon, dando opinião e outras coisas no governo. Outra coisa em relação a eles, concordo que este livro o foco é Eadlyn, mas não custava ter demonstrado um pouco mais de amor entre eles. Afinal, foi por eles e pelahistória deles que tudo isso está acontecendo.

Falando da herdeira, ouvi muita  gente falando do gênio da moça, mas não posso negar, gostei, e achei que combinou, ela não poderia ser alguém muito fácil de “domar”, sendo filha de Maxon e América! Estou adorando ver o desenrolar dessa história, a pesar de estar tudo meio confuso ainda. São muitos rapazes em volta dela, muitos promissores e outros que eu simplesmente detestei. Nesse livro, não notei a balança pender para nenhum lado, e vai ser uma bela surpresa para mim com que ela vai ficar. E já pensou se ela decide ficar sozinha mesmo? Não me espantaria tanto assim!

Ainda havia diversas razões para levantar a guarda, então era isso o que eu faria. Ainda assim, não sabia se teria como ignorar por muito tempo a maneira como aqueles garotos me afetavam.

Outra coisa que adorei, foi rever alguns personagens dos livros anteriores. Amigas de América que vivem no castelo, seus dramas, seus amores (que por sinal ficaram mais bem demonstrados que o de America e Maxon). Na verdade, todos no palácio fazem parte de uma  grande família, e adorei ver isso pelos olhos de Eadlyn. Tem muita coisa para ser dita ainda, e acho sinceramente que essa história não deveria ser contada em apenas dois livros, mas sim em três.Bom eu espero que sim! Se você também já leu A Herdeira, conta pra gente o que achou do livro! Com quem Eadlyn deve ficar? Deixe seu comentário!

  • The Heir
  • Autor: Kiera Cass
  • Tradução: Cristian Clemente
  • Ano: 2015
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 392
  • Amazon

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