Já imaginou sair com o cara perfeito? O cara que sempre sonhou? Brooks Rattigan pretende ser esse cara para você.

Esforçado nos estudos e querendo muito estudar na Universidade Columbia, Brooks precisa de alguns pontos para entrar no páreo e de dinheiro também. Ele sabe que seu pai não moverá uma palha para lhe ajudar com o dinheiro necessário, porém a oportunidade aparece para Brooks na forma de levar uma garota precisando de um acompanhante para o baile de sua escola. É aí que Brooks enxerga algo que seria rentável para ele: levar garotas solitárias a bailes, festas e afins. Porém, em um desses “encontros”, Celia Lieberman acontece e ele conhece Shelby Pace. As portas para uma verdadeira cadeia de mentiras surge a partir daí.

O Date Perfeito não é nada do que eu imaginava. Infelizmente, não deu. O livro foi uma das minhas leituras sofridas desse ano. Eu esperava algo bem leve e divertido. Uma leitura fácil e agradável, porém se transformou em um grande martírio até o final. Não minto ao dizer que a história foi tediosa e basicamente um monólogo de Brooks nos relatando coisas muito duvidosas que ele fez. Em muitas ocasiões eu pensei em desistir da leitura, mas como não sou do tipo que abandona um livro, resolvi persistir acreditando que as coisas poderiam melhorar. Grande engano.

Ao meu ver, não há personagens carismáticos, nem mesmo Celia Lieberman que seria a salvação dessa história. A personagem é cheia de personalidade no filme, algo que amei nela, porém no livro ela se deixa levar pelo pais, mesmo que de modo ranzinza. E por Brooks também, devo dizer. Realmente não vi um elo emocional entre Celia e Brooks para que um futuro romance viesse a surgir entre esse improvável casal.

Brooks passa metade do livro obcecado por Shelby apenas por ela ser perfeita, perfeita no sentido de beleza e riqueza, pois até ele conhece-la realmente, ele vê que os dois não têm nada em comum, além de serem da espécie humana. Na outra metade do livro ele fica obcecado em ir para Columbia, o que não seria ruim, já que esse é o maior objetivo para a existência da história, porém o enredo se prende em detalhes chatos na tentativa de deixar as coisas cômicas em alguns momentos, mas que não são verdadeiramente cômicas e que não acrescentaram nada na história.

Como já vi o filme, posso dizer, apesar de ter algumas ressalvas, que ele é até agradável e cumpre o seu papel, porém no livro há situações que divergem do filme e que acabam sendo muito estereotipadas: tem a garota linda e mimada por quem todos são apaixonados, tem a garota esquisitona que não é bem aceita e o garoto muito idiota que não percebe que a esquisitona é o grande amor da vida dele. Você já viu esta história antes, certo? Talvez com um enredo diferente do apresentado, toda essa situação tivesse sido bem mais bacana de se ler, mas aqui isso não rolou para mim.

Sinceramente, eu detesto “detestar” um livro, no entanto não tenho como fingir que isso não aconteceu com O Date Perfeito. Um ou outro momento, tive um vislumbre de uma lição de vida, mas tudo foi muito apagado pela personalidade nada brilhante de Brooks. Ou melhor dizendo, acho que o quê pode ser aproveitado do livro seria: não use a história desse livro como um exemplo para a sua vida.

  • The Perfect Date
  • Autor: Steve Bloom
  • Tradução: Isadora Sinay
  • Ano: 2019
  • Editora: Globo Alt
  • Páginas: 336
  • Amazon

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