Em Vermelho, Branco e Sangue Azul temos um romance com um pano de fundo bem diferente. Um romance entre dois jovens, onde um mora na Casa Branca e o outro que mora no Palácio de Buckingham, na Inglaterra. No lado americano, temos três personagens que formam o Trio da Casa Branca: Alex, June e Nora. Um trio que vale ouro para a mídia e para os interesses do governo.

Alex Claremont-Diaz está envolvido com a política desde criança. Seus pais seguem carreira nesse ramo e hoje ele é filho de uma das mulheres mais poderosas e influentes do mundo: a presidenta dos EUA. E por ser filho de quem é, sua vida é constantemente vigiada pela mídia; mas ainda assim deseja seguir a carreira política e por isso está estudando para isso.

Já sua irmã mais velha, June Claremont-Diaz, tem diploma de jornalismo e não quer se envolver na política, mas as coisas são complicadas quando se é filha de quem é. E temos também Nora Holleran, neta do vice-presidente dos EUA, a garota é um gênio da computação e melhor amiga de Alex e June. Quem vê esse trio tão centrado, não imagina as confusões que eles causam.

No outro lado do oceano temos o príncipe mais novo da Inglaterra, príncipe Henry, arqui-inimigo de Alex. Henry sempre se mostrou um rapaz bastante centrado e sério, e isso irrita Alex ao extremo, pois os dois são constantemente comparados por conta de suas posições e idades. E essa inimizade é flagrada e mostrado ao mundo pela mídia quando Alex vai ao casamento do príncipe Phillip, irmão mais velho de Henry. Os dois acabam por caírem em cima da mesa do bolo de casamento causando uma comoção gigantesca. Para que a história não ganhe proporções maiores e não afete as relações políticas, é decidido que Alex e Henry finjam uma amizade e que a queda no bolo não passou de um mal-entendido.

Será que essa relação de amizade vai dar certo ou os dois correm risco de matar um ao outro?

A partir desse plano vemos uma amizade de verdade se formando entre Henry e Alex. Assim Alex vê que Henry não é nada frio e sério como se mostrava para a mídia. Ele tem senso de humor, tem um lado rebelde, é meio nerd e ainda é bastante fofo. Vemos aos poucos os dois se conhecendo e se apaixonando, porém há vários empecilhos para que esse romance aconteça.

Quando ele abre os olhos, Henry está olhando para ele, a expressão indecifrável. Ele sente seu sorriso ficar maior, mas Henry se afasta e toma um gole generoso da garrafa de champanhe à qual agarrado antes de desaparecer na multidão.

Eu não esperava que Vermelho, Branco e Sangue Azul fosse um romance que tivesse tanta sensualidade. Pela capa fofa, da cor rosa, letras coloridas e os personagens em forma de desenho, eu esperava um romance LGBT+ bem suave, sem cenas mais quentes entre os protagonistas. Eu gostei desse toque mais sensual!

A relação entre os personagens é um ponto muito bacana na história, pois a amizade e carinho que eles sentem um pelo outro faz a história ficar bem leve e divertida. A relação de romance proibido entre Alex e Henry é cheia de altos e baixos que me fez lembrar da minha época adolescente. E a descoberta da sexualidade de Alex e a revelação dos sentimentos de Henry é algo maravilhoso de se acompanhar.

Vermelho, Branco e Sangue Azul tem uma boa história, porém eu esperava mais dela. O livro tinha bastante potencial para ser bem envolvente. Acredito que fui com muitas expectativas por conta da temática LGTB+ e por imaginar esse romance em um cenário bem diferente. Apesar dos personagens, principalmente Alex, terem aquele humor ácido que eu adoro, a história acabou por se tornar arrastada. Outro ponto que acaba por deixar a leitura monótona é a parte política. Acredito que isso seja pelo fato de eu não entender todo o sistema político americano e isso acabou por ser algo perdido na história para mim. Isso foi mais um ponto que me fez tirar estrelas da nota.

Mesmo com minhas considerações, quem tiver interesse na leitura, acredito que deve realizá-la e ver se o livro pode agradar. Vi vários comentários bem variados a respeito do livro, pois gostar de um livro vai depender sempre de cada um. E não há como desconsiderar a temática super importante que é abordada. Ah, e só um lembrete, não é recomendado para menores de 16 anos!

  • Red, White & Royal Blue
  • Autor: Casey McQuiston
  • Tradução: Guilherme Miranda
  • Ano: 2019
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 392
  • Amazon

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