Nunca havia lido nada da autora Emily Giffin, apesar de já ter visto diversas capas dela por aí, não tinha nem ideia do que tratavam seus livros. Iniciei minha leitura de Primeiro e Único da mesma forma. Não li nenhuma resenha, nenhum a crítica, nem mesmo a sinopse atrás do livro. Gosto de me surpreender, tanto positiva como negativamente, sem nada influenciando a minha opinião. A capa do livro é um jogador de futebol americano, e logo percebi que seria um assunto esportivo, e fiquei entusiasmada, pois gosto destes enredos.

Shea é uma jovem adulta de 33 anos e mora em cidadezinha universitária, Walker, mora ao norte do Estado do Texas, EUA, e nunca saiu de lá. Se formou na universidade que leva o mesmo nome da cidade, e vive para ela até hoje, ou melhor, para o futebol americano, assim como todos os outros moradores da cidade. Porém, Shea levou sua paixão pelo esporte além. Formou-se jornalista, e trabalha na assessoria do time de futebol universitário da Walker. Shea sabe absolutamente tudo sobre futebol americano. Dados históricos, estatísticas de campeonatos, de cada jogador, perfil de cada time e de cada treinador. Ela é uma expert no assunto. Sempre sonhou em ser jornalista esportiva, mas a chance nunca apareceu, ou ela se acomodou o suficiente para nunca ir atrás.

Tomei um gole de cerveja, depois olhei para o treinador. Olhei de verdade, tentando identificar a qualidade exata que  fazia diferente dos outros homens. Havia alguma coisa muito especial nele.

Lucy Carr, filha do lendário treinador da Walker Clive Carr, é melhor amiga de Shea desde sempre, e já no início do livro um golpe atinge a família dos Carr. A esposa do treinador, mãe de Lucy, Connie Carr, morreu e parece que ela era quem mantinha todos unidos. Lucy já é casada, e tem uma filhinha, mas tudo o que precisa neste momento é do carinho da amiga. Shea sempre frequentou  a casa dos Carr, e teve esta família como perfeita, quando a sua própria estava desmoronando. Sempre foi acolhida ali, e tratada como uma filha.
Shea namora Miller um ex-jogador, atualmente professor de educação física, que não almeja muito na vida, mas faz Shea rir. A mãe de Shea e Lucy, concordam que Miller não é o cara certo para ela, e Shea já começava e se questionar quanto à isso. Ela começa a questionar tudo em sua vida, e tudo acaba mudando depois da morte de Connie, sua segunda mãe. Ela já não tem mais certeza de nada, e a ligação forte que sempre teve com o treinador Clive, se mostra ainda mais intensa.

Quando chegou à mesa de bilhar, Ryan fez uma pausa dramática, abrindo os braços como se estivesse a espera de um abraço. Dei risada, e balancei a cabeça, sem querer parecer ansiosa demais.

Shea por fim decide terminar o relacionamento sem sal que tem com Miller, e pouco tempo depois começa a sair com o famoso jogador da liga profissional de futebol americano, Ryan James. Com Ryan tudo parece um conto de fadas, ele é lindo, rico, famoso, e parece profunda e verdadeiramente envolvido com Shea. Tudo corre bem, até que deixa de estar. Aos poucos, incertezas tomam conta de Shea, e ela não tem com quem contar. Quando ela acha que conhece uma pessoa, e parece que tudo vai dar certo, a vida prova que ela estava completamente errada, e lhe mostra um caminho completamente diferente.
Não vou contar mais nada sobre a história para não estragar a surpresa da história! A narrativa vai dando sinais do caminho que vai levar, e por vezes pensei: “não, ela está dando sinais, mas não é isso o que vai acontecer”, mas sim, é o que acontece. Isso me deixou um pouco chateada com a narrativa, queria ser mais surpreendida, mais desafiada. O tema é um pouco controverso, não me imagino agindo da mesma forma que Shea, mas entendo ela completamente.
Sobre a reação de Lucy (li algumas resenhas, após ler o livro, que detestaram a Lucy) eu achei totalmente plausível. Gente, se tudo aquilo tivesse acontecido comigo eu teria pirado também. Pirado mesmo, podem chamar de egoísmo ou o que for. Mas não sei se conseguiria absorver a ideia.

Sinceramente, acho que não seria a pessoa que eu sou hoje se não fosse pela sua família. Devo à vocês a minha paixão por Walker e pelo futebol americano. Vocês são para mim o exemplo de bons pais, irmãos, cônjuges e amigos.

A narrativa de Emily é muito boa, a única coisa que me deixou um pouco nervosa foram os excessos de informações detalhadas sobre futebol americano. Eu não sei nada sobre esse esporte, e achei um pouco chato esse monte de informação.
O final do livro me deixou satisfeita, para o rumo que a história tomou. A personagem da Shea eu achei um pouco passiva demais, aquele tipo de pessoa que não corre atrás do que quer, ou que não consegue definir o que quer. Esse tipo de personagem me agonia, mas ainda bem que ela tomou um rumo, e decidiu tomar as rédeas da sua vida.
Com relação ao livro no geral, posso dizer o seguinte: É uma ótima história para se passar o tempo. Algo que pode acontecer em famílias no geral, nada absurdo! Posso dizer que não entra para os meus preferidos do ano, mas não me arrependo de ter lido, e não consegui largar o livro até termina-lo. Para quem não leu, algumas das minhas colocações podem ter ficado sem pé nem cabeça, mas eu não queria contar mais detalhes sobre o livro, muito menos sobre o final! Para quem leu, gostaria muito de saber a sua opinião, sobre a resenha e sobre o livro!

  • The One and Only
  • Autor: Emily Giffin
  • Tradução: Amanda Moura
  • Ano: 2015
  • Editora: Novo Conceito
  • Páginas: 446
  • Amazon

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