Quais, dentre a diversa gama de características e situações pelas quais passamos na jornada de nossas vidas, são capazes de determinar quem verdadeiramente somos? De que maneira as experiências de nosso presente poderão afetar nosso futuro? Seria possível fugir dos fantasmas do passado, dos erros e ações de versões mais novas de nós mesmos e, moldarmos como toda e qualquer pessoa, virá a nos enxergar?
Quantas vezes ao longo de nossa jornada não mudamos de ideia, nos arrependemos de atitudes impensadas, mudamos o que somos para garantir que a carga do passado, mesmo aquela que insistimos em esconder e que pesa em nossos ombros, faça valer cada nova escolha. A vida esconde dentro de sua essência uma magia intocada, é capaz de transformar arrependimentos em experiência, erros em novos caminhos, e quando nos damos conta, estamos mudando muito mais do que nós mesmos.
Emily Benedict é uma adolescente comum, criada apenas por sua mãe. Ela cresceu seguindo os rígidos padrões éticos e morais de Dulcie, estudou na escola que sua mãe fundou, conheceu os princípios de responsabilidade e engajamento desde pequena, mas nunca, nunca ouviu qualquer história sobre sua família, sobre o passado de sua mãe, sobre quem ela foi e como se transformou
na pessoa que era antes de falecer. Após a morte de Dulcie, Emily está sozinha no mundo, porém enquanto a figura materna permanece apenas como uma querida lembrança, histórias do passado surgem para apresentar um novo mundo para a garota.

Agora Emily segue para Mullaby, uma pequena, adorável e mágica cidade da Carolina do Norte onde seu grande avô a espera com todo o amor que pode cultivar, onde papéis de paredes podem mudar repentinamente, onde famílias escondem segredos fantásticos e o passado ensina lições capazes de mudar pessoas. Como um peixe fora da água ou uma intrusa no ninho, ela irá descobrir as peculiaridades dos habitantes da cidade, irá conhecer as pessoas que foram tocadas pela vida de sua mãe, os segredos e arrependimentos escondidos por trás de olhares e será a fagulha de mudança que todos algum dia precisamos.
A Garota que Perseguiu a Lua, tão surpreendente quanto as jornadas de nossas vidas, esconde segredos e magia em suas páginas, nos mostra que mesmo nos pequenos detalhes – como um papel de parede que muda conforme os sentimentos de seu dono – é possível encontrar encantamento e lembranças preciosas. A obra nos auxilia a desvendar os mistérios das linhas da vida que se cruzam quando menos esperamos, mostra as situações que guardam em si possibilidades de mudança, possibilidades de nos tornarmos melhores do que fomos um dia.
Com uma escrita leve, graciosa e repleta de pequenas mensagens, Sarah Addison Allen constrói uma história romântica no mais puro sentido da palavra. Aqui elementos fantásticos se unem a mistérios escondidos para prender a atenção do leitor, e o passado de cada personagem, suas dores e transformações, garantem maior profundidade a uma narrativa que, mesmo curta, comporta muito mais do que uma simples história de amor e superação.
A Garota que Perseguiu a Lua foi meu primeiro contato com a escrita da autora. Surgiu como uma forma de me posicionar fora da curva, longe do padrão de leituras que normalmente busco ou tenho o costume de ler. A obra, com sua simplicidade, encantamento e mensagens, tirou um sorriso de meu rosto e aqueceu meu coração. Com a dosagem perfeita entre mistério, lições de vida e magia, a autora constrói uma história capaz de conquistar até mesmo o mais duro dos corações, e ao chegar ao fim iremos perceber que assim como na vida, pequenos detalhes fazem a diferença, as mudanças que sofremos podem transformar pessoas ao nosso redor, e livros são capazes de espelhar tudo isso com toques de romance e magia!

  • The Girl Who Chased the Moon
  • Autor: Sarah Addison Allen
  • Tradução: Alice Klesck
  • Ano: 2012
  • Editora: Planeta de Livros
  • Páginas: 239
  • Amazon

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