Uau… Respira fundo e vamos. Se você chegou até a página cem deste livro sem pensar em nenhum momento em abandoná-lo, parabéns. Porque olha… foi por muito pouco. Mas, se manter a paciência, pode ser que da metade pra frente a leitura entre em um ritmo mais agradável e uma coisa ou outra você possa desfrutar.

Victoria é do tipo que ama coisas caras, que mesmo pertencendo a uma família simples e de natureza humilde, acredita que só será feliz depois de estar bem estabelecida e rica. A prova disto, é de como sente vergonha de sua família, de suas origens e tenta a todo custo pertencer a alta sociedade, não se importando em se tornar uma mulher fria, superficial, egoísta, medíocre e desagradável, que não pensa nos demais e não se importa de humilhá-los. E o que ela ganha com tudo isso… nada, apenas se tornar mais amarga e intragável.

Essência

 

Após o fiasco de seu noivado, Victoria anda cuspindo marimbondo por todos os lados, como se o turbilhão emocional não fosse o suficiente, sua vida profissional que é o que mantém seu alto nível e estilo sofisticado está em risco, uma vez que um projeto de sua responsabilidade tem andando para trás, resultado, ou ela dá um jeito, ou pega suas coisas e está na rua. Não tendo outra opção, ela se coloca em linha de frente e parte rumo a Escócia para conhecer o poderoso conde e tentar convencê-lo a emprestar seu castelo para uma sessão de fotos, de uma marca muito importante de relógios, mas ao chegar lá, ela se depara com Niall e bem… as coisas não saem exatamente como o planejado.

Aquela mulher não era para ele, mas, no fundo, desejava-a como a nenhuma outra. Ele jamais havia gostado de mulheres submissas, mas também nunca havia encontrado uma tão melindrosa quanto ela.

O que já parecia impossível se torna ainda mais complicado, quando ao se conhecerem faíscas rolassem por todos os lados, são grosserias, palavras cruéis, provocação e então… atração e “sedução”. Ao mesmo tempo que se repelem, se atraem, tentam se evitar e correm para os braços um do outro. Niall decide que precisa ensinar algumas coisas a Victoria e vai usar de artimanhas nada convencionais para isso.

Eu Avisei é típico romance cão e gato, onde os protagonistas passam a maior parte do tempo se desafiando e provocando, ao mesmo tempo em que estão caindo de amores. Victoria busca tudo que é material, ela está tão cega com a ideia de luxo e poder, que não percebe o que realmente importa e o quanto disto já tem. Niall é o personagem que desperta sentimentos conflitantes no leitor, ele é todo grandão e bonitão, com um jeito meio ogro, mas tem seus momentos fofos e encantadores. O que incomoda são algumas atitudes que hoje já não são tão bem vistas e aceitas, o que nos leva a ficar meio questionando se tudo bem, estar lendo aquilo. E não posso deixar de mencionar que a redenção da protagonista é uma bela jornada.

 

O que torna a leitura uma comédia romântica, são as muitas trapalhadas da protagonista. Ela se mete em cada situação, que só por Deus. Outro grande alívio cômico, é a relação entre ela e sua irmã, que é seu completo oposto na trama. O que não funcionou pra mim e me deixou com o desejo de querer abandonar o livro como mencionei anteriormente foram as muitas briguinhas, tiradas sem sentido, alguns diálogos que não tinha nenhum sentido, e que ficavam perdidos no meio do enredo. Além de mencionar o romance, que pra mim foi bem surreal. Outro ponto que tornou a leitura difícil foi a escolha das palavras, não sei se saberei explicar exatamente, mas a linguagem utilizada deixou o texto chato, ou invés de fluido.

(…) Niall, olhava para ela, extasiado. O que fez Victoria começar a ficar nervosa. Vê-lo a sua frente, sentir sua masculinidade e não ter sido beijada ainda não era um bom sinal. Então, queimando seu último cartucho, de um passo à frente e tirou do bolso de trás da calça jeans uma caixa encharcada.

Eu gosto do trabalho da autora Megan Maxwell, sua série Guerreiras é a minha preferida e após ler tantos livros da mesma, ler Eu Avisei foi um tremendo balde de água fria, pois não consegui reconhecer a escrita da autora. Sua narrativa ficou bem distante do que ela realmente é capaz. Faltou algo. O que me leva a crer, que se este for seu primeiro contato com a autora talvez funcione melhor.

Se recomendo a leitura… Óbvio que sim. Como sempre digo, a única forma de saber se você realmente gosta ou não de algo, é lendo. É dando uma chance. O livro tem seus momentos e talvez você o receba e sinta de uma maneira diferente.

  • Te Lo Dije
  • Autor: Megan Maxwell
  • Tradução: Sandra Martha Dolinsky
  • Ano: 2019
  • Editora: Planeta de Livros
  • Páginas: 288
  • Amazon

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4 Comentários

  • ELIZETE SILVA
    27 fevereiro, 2020

    Olá! Realmente foi bem difícil persistir na leitura desse livro, Victoria é uma personagem bem esquisita, em alguns momentos até achei que ela estava mais para vilã do que mocinha, a leitura dá uma melhorada, consegui sentir uma peninha da Victoria, me diverti com as suas loucuras com a irmã, e gostei da sua relação com o avô do Niall (do Niall ainda não decidi se gostei!), lendo outras resenhas descobri que esse foi o primeiro livro escrito pela Megan, o que talvez justifique (não sei se essa seria a palavra correta) essa história tão meia boca, afinal a autora tem outros livros muito bons, que valem muito a leitura.

  • Camila
    26 fevereiro, 2020

    Eu li “Peça-me o que Quiser” da Megan já uns 3 anos e mesmo odiando livros do estilo eu amei ele. E recentemente eu comecei a ler um dia livros da série “Guerreiras” e sinceramente não parece ser escrito pela mesma pessoa. Não sei o porquê mas senti isso.
    Vou procurar esse pra ver se gosto ou não. Agradeço a sugestão.

  • Nyttah M.
    25 fevereiro, 2020

    Obrigado pela resenha sincera! Concordo com Angela… É muito chato quando se tem expectativas e o livro se torna tedioso. Acho que por agora, não lerei essa obra. Gosto mais do romance ligado à fantasia, e também não curto enredo da “mocinha interesseira que se redime no final”(“nem do brutamontes que precisa ser salvo pela mocinha perfeitinha”)… Talvez em filmd de sessão da tarde ainda funcione essa formula…

  • Angela Gabriel
    24 fevereiro, 2020

    Ruim isso, digo de depositar esperança em um livro e ele não ser tudo isso.
    Eu ainda não conheço as letras da autora, mas já li muitos elogios.
    Mas nessa mudança de gênero, é a primeira resenha.
    A capa, o título e a sinopse são boas, mas isso de brigas sem sentido, é algo que me incomoda demais também.
    Não digo que não lerei, mas ao menos saberei onde estou me metendo rs
    Beijo