Quem me acompanha aqui, ou no meu instagram, sabe o quanto adoro jogos de vídeo game. E pra quem é fã como eu, Assassins Creed, é uma das maiores franquias, com diversos jogos já lançados e com uma gama imensa de produtos extra-console, sejam eles artigos como roupas e miniaturas ou itens mais elaborados, como livros e HQs que simplesmente transcendem o produto do qual se originam.

Este estilo de conteúdo, como séries de TV, livros e histórias em quadrinhos de obras saídas do vídeo game é um mercado enorme e muito difundido nos Estados Unidos, um dos maiores exemplos disso é a franquia Star Wars, que possui uma infinidade de braços diferentes daqueles apresentados nos filmes, com livros e HQs que incluem personagens que nunca foram vistos nos cinemas.

Assassins Creed segue a mesma fórmula, no fim do ano passado, junto com o lançamento da nova era de vídeos games, chegou às lojas o novo jogo da franquia, chamado Assassins Creed Valhalla, o décimo título lançado pela Ubisoft sobre esta franquia de sucesso. A premissa do jogo é que os vikings chegaram à Grã-Bretanha, ainda no século IX, na época onde tudo se resolvia com espadas e sangue.

Mas a história da HQ é um pouco diferente da do jogo, Eivor está na Noruega com seus aliados e precisará lidar com o fim da paz entre os reinos ao ver sua vila ser atacada e o reinado de seu pai passar a ser ameaçado. Os vikings dependem da força dela, mas principalmente da sua estratégia, passando pela necessidade de confiança de seu, uma mulher empoderada e sem o menor medo de usar sua afiada lança. Eivor é aquelas personagens fabulosas, que você torce para que tudo de certo para ela, mesmo que para isso tenha que assisti-lá arrancar corações alheios.

A história da HQ é muito boa, principalmente por fazer parte de uma consagrada série de jogos, o roteiro construído pela publicação é muito bom, desde a primeira página há ação, mortes e muito sangue, com cenas bem chocantes acontecendo a todo momento, mantendo sua tensão no ponto mais alto, do começo ao fim. Arte esta que é simplesmente linda, muito bem colorida, apesar de terem sido duramente prejudicadas pela diferença de tamanho da HQ original.

São pouco mais de 4 cm de diferença entre a HQ americana para a brasileira, no comprimento das paginas, além de pouco menos de 1 cm na largura delas, e pode parecer pouco, mas enquanto eu lia pude notar claramente que alguns quadros estavam com seu tamanho minimizado, até mesmo a proporção de alguns deles é evidentemente errada, infelizmente, prejudica bastante a publicação.

Este tipo de HQ, ligada a jogos, filmes ou até mesmo a livros, é muito comum na América do Norte, um país que valoriza muito mais este tipo de literatura, afinal, eles sabem muito bem como ganhar dinheiro e como explorar o amor e o fanatismo tanto dos viciados por vídeo game, como por aqueles que são apaixonados por histórias em quadrinhos. Gostaria que valorizássemos mais esta literatura ligada à jogos e outros meios de entretenimento por aqui também.

As ilustrações da HQ são de responsabilidade de Martín Túnica e a colorização delas de Michael Atiyeh, o primeiro já trabalhou na série de HQs Crossed +100 e o segundo coloria os desenhos da série Dragon Age, ou seja, são dois caras extremamente competentes e com uma experiência muito boa.

Se os caras que cuidaram das ilustrações são mega capacitados para isto, o roteirista é um dos melhores da nova geração, tem as mãos perfeitas para escrever sobre o universo geek, tendo, por exemplo, muitos trabalhos ligados à Star Wars e a Doctor Who.

Canção de Glória foi publicada em uma série de 3 HQs nos EUA, mas chega ao Brasil em volume único, com capa dura, com toda história disponível para os fãs, uma maravilha imensa, uma leitura rápida, de apenas 66 páginas e que tem como único defeito o fato de algumas ilustrações não estarem no tamanho original, um descuido que realmente me incomodou bastante, mas que não estraga o prazer de ler um roteiro tão bem feito, com uma história a parte sobre um dos jogos mais incríveis da atualidade.

  • Assassin's Creed Valhalla: Song of Glory
  • Autor: Cavan Scott
  • Tradução: Petê Rissatti
  • Ano: 2021
  • Editora: Minotauro
  • Páginas: 64
  • Amazon

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