Izumi Tanaka, Izzy, sempre se sentiu estranha, um peixe fora d’água em sua cidade por ter descendência japonesa. Por conta de suas origens, ela e mais três amigas da escola formam a “Gangue das Garotas Asiáticas”. Apesar de ter uma vida tranquila com a mãe, Izzy sempre quis saber mais sobre suas origens, conhecer a cultura japonesa que também fazia parte de seu passado. E saber, principalmente, quem era seu pai.

Não posso falar que quando as pessoas me perguntam sobre a minha história – quem eu sou, de onde venho – acabo respondendo em tom de desculpas. Não, não falo japonês. Não, nunca fui para o Japão. Não, não gosto de sushi. Sempre fica claro que seus olhares decepcionados: não sou suficiente.

Sua mãe sempre lhe disse que não sabia o nome de seu pai, pois o conheceu em uma festa da faculdade em seu último ano e não teve a chance de contar a ele que estava grávida. Porém, Izzy acaba descobrindo que, na verdade, sua mãe sempre soube quem era seu pai, pois encontra em suas coisas uma carta dele. É partir daí que Izzy vai em busca de seu pai e de sua história de origem, no entanto ela não esperava se deparar com uma grande revelação: seu pai é o príncipe do Japão, o 1° na linha de sucessão para se tornar o imperador.

A vida de Izzy muda completamente quando decide ir para o Japão e conhecer mais sobre seu passado. Ela vai descobrir que ser uma princesa não é uma coisa fácil de ser e quem nem tudo são flores na vida de uma realiza. Ainda mais quando envolve um guarda-costas que não vai nem pouco com a sua cara.

O romance com o guarda-costas Akio começa no clássico “eu te odeio, mas tenho que te proteger”, mas a gente sabe que no fundo há sempre uma paixão. A relação de Izzy e Akio vai progredindo aos poucos e foi muito gostosa de acompanhar. Sobre a relação com o pai, eu achei que a autora Emiko Jean poderia ter abordado mais, principalmente por Izzy ter ido para o Japão em busca dele. Mas o modo como a relação deles foi sendo construída pouco a pouco, é muito bonita. Querendo ou não, ele ainda era um estranho para ela.

Um ponto que gostei bastante foi sobre os sentimentos de Izzy em relação a não se sentir pertencente a nenhum lugar: nem nos EUA e no Japão. Izzy sempre se sentiu não pertencente e o modo como isso é trabalhado pela autora foi algo bem bacana. Aos poucos Izzy vai se descobrindo sobre seu pai e sobre si mesma.

O que preciso provar, afinal? E daí que nunca serei aceita? Eu me aceito.

Uma Princesa em Tóquio foi uma leitura rápida, leve e gostosinha de acompanhar, o clássico clichê. Além de trazer boas reflexões sobre auto aceitação e descobertas. E com certeza esse livro daria um bom filme!A ediçãoda Seguinte está muito bonita e conta com a ilustração de capa de Ju Kawayumi.

  • Tokyo Ever After
  • Autor: Emiko Jean
  • Tradução: Raquel Nakasone
  • Ano: 2021
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 312
  • Amazon

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