Kate Sinclair acredita que vai ser promovida em seu trabalho, em Londres. Contudo, no dia da promoção, para surpresa de Kate, o escolhido para ocupar o cargo desejado, é seu colega. Em choque, pois ele é mais que seu colega, é quase um “namorado”, ela descobre que ele levou o mérito por uma ideia que era dela como se fosse dele. Nada muito surpreendente no ramo empresarial, mas Kate tenta não mostrar chateação, e sua chefe explica o motivo de ela não ter sido promovida: ela ainda tem muito a aprender na empresa.

Logo, Kate recebe um cliente considerado impossível de conseguir. Ela tem dois dias para montar uma apresentação relâmpago. No dia, surpreendentemente, ela consegue a conta. Mas o mais difícil ainda está por vir, ela precisa encontrar seis jornalistas dispostos a viajar por cinco dias para Dinamarca para aprender sobre o estilo hygge, ideia que seu cliente quer passar com sua nova loja.

A primeira coisa que chama a atenção para essa leitura é o fato de ela explorar o “motivo” de a Dinamarca ser um dos países mais felizes do mundo. Foi esse o elemento gatilho para minha leitura. Eu não conhecia o estilo de vida hygge e achei extremamente interessante. Essa palavra tem origem norueguesa, mas foi incorporada na cultura dinamarquesa. Está relacionado com a ideia de felicidade através do bem-estar, acolhimento e conforto. Quem não quer isso na vida hem?

A ideia de implementação de uma loja de departamento dinamarquês para a Inglaterra com o conceito hygge é muito bacana e traz a discussão sobre felicidade e trabalho de uma forma muito interessante. As pessoas estão acostumadas a trabalhar muito e se preocupar com promoções e carreiras de sucesso. Mas ao viajar para Copenhague, Kate vai refletir de forma natural sobre sua vida profissional e pessoal de forma muito natural. Isso é o mais legal da apresentação que a autora faz da vida da Dinamarca. Aparentemente, o hygge é um estilo com estereótipo envolvendo aconchego de cobertas e cama, então a proposta da viagem é apresentar que a felicidade da vida deve estar relacionada com os prazeres em coisas mais simples da vida e em pequenos momentos que nos dão prazer. Isso tudo apresentado a um grupo de jornalistas que está na correria diariamente em seus trabalhos é um contraste muito interessante. Fiquei pensando muito nas reflexões que o livro trazia.

“Vi uma sociedade em que as pessoas encontram prazer na simplicidade de se reunir para compartilhar momentos em vez de julgar uns aos outros, com um foco inconsciente em dedicar tempo à celebração de coisas simples. Descobri que, graças ao hygge, comemorar um dia chuvoso, priorizar a companhia de pessoas especiais e dar ênfase à união proporciona um estilo de vida feliz”.

Kate Sinclair tem um bom trabalho e almeja subir dentro da empresa. Ela é determinada, focada e altruísta. Além disso, é muito preocupada com seu pai e seu irmão, então ela ajuda eles financeiramente também. Na viagem, Kate vai conhecer Eva. Ela tem um pequeno café chamado Varme, que significa Calor em dinamarquês. Um local aconchegante e quentinho com uma comida gostosa e preparada com muito carinho. Gostei muito de Eva, pois é através dela que temos as melhores reflexões sobre vida e felicidade. Kate vai refletir muito nessa viagem sobre sua relação com seu pai e seu irmão. É claro que o ponto principal em muitas questões vai ser sua vida profissional e o fato de ela desejar muito uma promoção. Será que é realmente isso que ela precisa na vida dela?

Kate vai ser a responsável por lidar com os jornalistas e por manter as coisas em ordem, mas controlar muitas pessoas em outro país se mostra mais difícil do que ela imaginava. A responsabilidade e a pressão para que tudo dê certo deixa ela estressada de muitas maneiras. Eu tive altos e baixos com ela e com os comportamentos dela, principalmente por causa de Ben Johnson, o jornalista que vai se envolver com Kate. Mesmo que a autora tenha tentado dar uma história interessante pra ele, não consegui gostar desse personagem. Em um momento em que a autora resolveu mostrar um lado melhor dele, contudo uma atitude final na trama, me fez detestá-lo. O que mais me incomodou de tudo e acredito que foi o que pesou durante a trama foi o relacionamento que Kate e Ben constroem durante o tempo na Dinamarca. Nada neles me convencia do que podiam estar sentindo um pelo outro. Às vezes, eu achava que Kate estava obcecada além da conta por Ben, ainda acho que um acontecimento do final (que eu não gostei), pode estar relacionado com isso.

O Pequeno Café de Copenhague, que faz parte do selo Romances de Hoje, da Arqueiro, é o primeiro volume da série Destinos Românticos. Gostei muito da proposta da trama e estou curiosa sobre o próximo destino. O Pequeno Café de Copenhague nos leva para uma viagem a um país muito feliz para refletirmos sobre a nossa felicidade.

  • The little café in Copenhagen
  • Autor: Julie Caplin
  • Tradução: Carolina Rodrigues
  • Ano: 2022
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 352
  • Amazon

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