Os Jogos dos Deuses, por Abigail Owen

03 mar, 2026 Por Flavia Pedroso

Há cada 100 anos os Deuses dos Olimpo se juntam para uma competição que decidirá o Rei do Olimpo pelos próximos 100 anos. Cada Deus então escolhe um mortal para ser o seu campeão e neste ano as coisas estão um pouco diferentes, pois Hades, o Deus do Submundo decidiu que dessa vez ele também vai participar dos Jogos.

Temos então Lyra Keres, uma ladra que teve sua vida amaldiçoada por Zeus quando sua mãe entrou em trabalho de parto no templo Dele. Assim foi deixada pelos pais à Ordem dos Ladrões, que ensinaram praticamente tudo que ela sabe e onde ela tem seus poucos conhecidos.

Tal qual não é a nossa surpresa quando na hora da escolha do campeão de Hades, ele decide por Lyra, que é totalmente pega de surpresa sobre essa decisão.

Vamos então conhecer um pouco mais sobre A Competição: no total são 12 provas e cada uma delas é escolhida por um dos Deuses. Os Deuses não podem favorecer diretamente seus campeões. Cada campeão logo no começo recebe bênçãos e presentes do seu patrono e cada vez que um deles sai vencedor da prova, ele também recebe um prêmio e uma pontuação. Ao final dos Jogos se todos permanecerem vivos, aquele com o maior número de pontos, vence.

“Quem desiste nunca vence, e quem vence nunca desiste. Mas quem sobrevive muda o jogo.”

Lyra é jogada nesse “mundo” sem saber praticamente nada sobre como as coisas funcionam. E para sobreviver ela tem que fazer uso de suas habilidades como ladra ao mesmo tempo que faz coisas que não agradam ao seu Patrono. E essa nem é a maior desvantagem que ela tem, afinal, todos estão com o pé atrás já que de todos os outros anos, esse foi o ano que Hades decidiu participar. O que será que ele está tramando e porque justo agora, ele quer tentar ser o “Rei do Olimpo”.


Mitologia Grega sempre foi um assunto que me interessei e sempre gostei de histórias que trazem essa temática, e aqui não foi diferente. Eu gostei dos personagens como um todo, achei que foram bem construídos. Os deuses se mantiveram mais ou menos o que a gente já espera deles, tudo que eles fazem tem algo por trás, de forma que sempre são eles que ganham algo. Passaremos raiva com algumas situações, mas o desenrolar da trama é bem satisfatório. 

A interação entre Lyra e Hades foi bem agradável, se tornando um ponto forte da narrativa. Foge dos clichês tradicionais dos livros jovens adultos, destacando no Deus, até então incompreendido e estereotipado, seu lado mais humano. A narrativa vívida torna a leitura ainda mais dinâmica, por conseguir nos colocar dentro da competição. Tudo isso se entrelaça perfeitamente com a fantasia da história.

A única coisa que pode complicar a leitura é a narrativa um tanto quanto dramática da autora. Estamos falando de um livro de pouco mais de 700 páginas. Precisava de tudo isso? Eu acredito que não! Então vai depender de você se envolver ou não com a narrativa, que pode parecer mais arrastada por alguns momentos, mas a mim não atrapalhou.

Destaco aqui também a edição perfeita que a editora Paralela lançou. Em capa dura, ilustração de guarda, pintura trilateral, ilustração de miolo… tudo isso contribui para uma experiência ainda mais incrível. É uma edição de colecionador pra quem quer deixar a coleção bem linda na estante.

Os Jogos dos Deuses foi uma leitura que me agradou do começo ao fim e estou bem ansiosa pela continuação, chamada de The Things Gods Break lá fora e ainda sem previsão aqui no Brasil. Ao todo a série de Abigail Owen já contém três volumes. Se você curte livros com jogos e com essa temática, que seja cativante, com mitologia e romance, esse livro vai ser perfeito para você. 

*resenha revisada e editada por Joi Cardoso.


  • The Games Gods Play
  • Autor: Abigail Owen
  • Tradução: Jana Bianchi
  • Ano: 2025
  • Editora: Paralela
  • Páginas: 512
  • Amazon

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