A tão aguardada adaptação da série AMORES IMPROVÁVEIS, da autora Elle Kennedy, enfim estreou no dia 13/05/2026, no prime vídeo. E eu que sou fã de carteirinha desde o lançamento do primeiro livro em 2016, fui correndo conferir e hoje compartilho com vocês minha experiência como leitora apaixonada e telespectadora cheia de expectativas. Juro que não irei dar spoiler – ainda que a internet esteja lotada deles.

Mas vamos começar pelo principal, sobre o que se trata a série OFF CAMPUS: Amores Improváveis. Vale deixar registrado que a primeira temporada tem como norte o primeiro livro da série – O ACORDO. Classificação indicativa de 16+. Aqui acompanhamos principalmente Hannah Wells (Ella Bright) e Garrett Graham (Belmont Cameli), ela estudante de música talentosa, que precisa de ajuda social, e ele o capitão do time de hóquei que precisa melhorar sua nota se quiser seguir jogando, que irão entrar em uma dinâmica de falso namoro onde cada um pretende alcançar o seu objetivo, ou seja, ela o cara, e ele a nota… só que como sabemos muito bem, esse tipo de envolvimento acaba se aprofundando e despertando emoções muito mais intensas. Mas, engana-se quem pensa que a série foca apenas nisso.

OFF CAMPUS: Amores Improváveis consegue fugir do superficial em diversos momentos, entregando aqui jovens que ainda estão amadurecendo, se descobrindo, descobrindo seus propósitos, formas de driblar as responsabilidades da vida jovem adulta, onde precisam estudar, trabalhar, lidar com emoções e sentimentos que até então eram desconhecidos, traumas e dores, medos, inseguranças, histórias que acabam se entrelaçando, tendo como pano de fundo quatro amigos que estudam e dividem uma casa na mesma universidade, a Briar.

CONFIRA A RESENHA DE O ACORDO

ENREDO/ROTEIRO

Sempre que penso em ADAPTAÇÃO, me vêm à cabeça justamente as coisas que encontrei aqui, não se trata de uma cópia, não é exatamente como nos livros, mas ainda assim se faz igual, a essência está lá. E isso pra mim, é o mais importante. A série precisa de gordura, de contextualização, mostrar e contar, te convencer a comprar o que está ali, até porque você não está na cabeça dos personagens, não é uma narração em primeira pessoa. Então, obviamente muitas coisas deixam de ser viáveis e outras passam a ser necessárias para que o todo aconteça com coerência.

E OFF CAMPUS, faz isso com maestria. Apesar de termos apenas oito episódios e isso acabar condensando muito da narrativa, os pontos principais para que quem não leu os livros – que é a maior parte dos telespectadores – compreendam. A amizade do quarteto, o laço em especial que Garrett e o Logan têm, o falso romance, a amizade da Hannah e da Allie, o amor da Hannah pela música e o quanto isso é uma parte muito importante na vida dela, a relação do Garrett com o hóquei, a sexualidade, além dos temas mais pesados, como violência sexual, violência doméstica, alcoolismo…. Enfim, o roteiro conseguiu oferecer um pouco de tudo.

E para mim, o ponto alto disto foi justamente toda a construção dos arcos, os pequenos espaços compartilhados entre os personagens centrais, que já deixam um gostinho do que está por vir… de conseguir explorar as ramificações, as outras histórias, casais, as possibilidades e já deixar engatilhado o que nós leitores, já sabemos que vai acontecer. Isso tornou o roteiro mais rico, mais envolvente, me deixou animada porque eu sei que os protagonistas de agora, não vão ficar esquecidos, congelados, eles vão seguir tendo espaço e sendo desenvolvidos ao longo de todas as temporadas, assim como todos os demais envolvidos. É como um grande ponta pé inicial, para algo maior – como prometi não soltar spoilers, não posso desenvolver essa parte com detalhes, mas acredito que deu para vocês entenderem meu ponto.

PERSONAGENS

Acredito que temos aqui um tópico sensível, porque é impossível agradar a todos, e principalmente alcançar as expectativas de um grupo tão apaixonado, quanto os leitores da série. E justamente por isso, já faço um adendo. Precisamos ter em mente, que nunca teremos na tela, aquilo que a nossa imaginação criou, ou pior, que uma IA gerou. Existem muitos fatores que movem a escolha de um ator, que vai para além de sua aparência física. Então… vamos ser gentis.

Eu confesso, criei expectativas e elas foram alimentadas com muito fervor ao longo de quase dez anos. E sinceramente, elas foram supridas. Caros, leitores, que elenco maravilhoso. Eles abraçaram seus personagens e entregaram muito mais do que poderíamos pedir – Beleza, carisma, sagacidade, olhares que falam. É realmente um assista para ver.

O quarteto – Garrett Graham (Belmont Cameli), John Logan (Antonio Cipriano), Dean Di Laurentis (Stephen Kalyn) e John Tucker (Jalen Thomas Brooks), estão incríveis caracterizados. A química em cena, como brincam, provocam, se tocam, se olham, é a essência do que temos nos livros. E individualmente temos o nosso Garrett convencido, porém encantador, o Logan com o a sua lealdade e olhar distante devido as pressões que ainda não foram exploradas por completo, Dean sendo Dean – perfeição e o Tucker, o mais quieto, gentil e cozinheiro.

Já Hannah Wells (Ella Brigt), está ali vulnerável, mais sem ser caricata, muito pelo contrário, ela é tímida e ainda assim uma “loba”. Allie Hayes (Mika Abdalla) é leve, divertida, intensamente apaixonada… e compartilham uma amizade linda.

E vou fazer uma menção honrosa aqui a Khobe Clarke, que interpreta nosso amado Beau Maxwell. Prime Vídeo, precisava escolher um ator tão carismático e apaixonante?

Mudanças são necessárias, acréscimos de personagens também, e irei mencionar um que foi bastante criticado, Jules (Julia Sarah Stone), ela está ali para cumprir um propósito, ela é nosso narrador, é ela quem explica o hóquei para os leigos, ela liga cenas, ela traz à tona detalhes que estariam apenas na mente, além do papel fundamental de trazer luz sobre os problemas na família do Logan, que no livro tomamos conhecimento porque estamos na mente dele, e aqui ela fala, ela é uma necessidade narrativa que foi muito bem aproveitada e seguirá sendo.

Enfim, o que quero dizer sobre os personagens é que sim, nos livros eles são perfeitos, a fantasia, o sonho, o inatingível, mas em uma adaptação, eles precisam oferecer o fator realismo, eles precisam ser humanos, palpáveis, e podemos comemorar porque isso foi entregue. E de verdade, eles seguirão entregando muito.

CENÁRIOS

Eu amei a ambientação, visualmente a série acerta muito, ela tem uma identidade visual forte. Temos os dormitórios, a casa que o quarteto divide, as festas universitárias, as quadras de hóquei, salas de aulas, o bar… É uma estética que funciona muito bem, que nos coloca dentro do lugar, mesmo que nunca tenhamos estado ali presencialmente.

MINHA CONCLUSÃO.

OFF CAMPUS: Amores Improváveis, não é uma série revolucionária, mas ela vai mudar a química do teu cérebro. Com a nostalgia do gostinho de uma série dos anos 2000, ela não se resume a ser apenas um romance universitário. Ela é envolvente, viciante, e funciona justamente porque oferece aquilo que desejamos. Relacionamento saudável, amizades verdadeiras, incentivo ao respeito, cuidado, desejo, afeto genuíno, não tem sabotagem, não tem toxidade, não tem rivalidade feminina, não é forçado. Temas difíceis abordados de maneira leve, sem tirar o pé do chão, sem tirar o peso.

Não é perfeito, obviamente que tiveram cenas que eu gostaria de ter visto mais, ou ter visto de outra maneira, e outras que eu simplesmente não fazia questão… Mas como mencionei no início, temos uma série com apenas 8 episódios, de mais ou menos 50 minutos cada, e isso realmente não é suficiente, comprime a narrativa, faz com que artifícios sejam usados, que retalhos sejam jogados nas cenas para nos dar uma impressão de passagem de tempo, e mostrar o que estava acontecendo, sem se aprofundar.

Preciso mencionar ainda a trilha sonora, eu gostei muito de como a série brincou com as músicas, as repetindo e trazendo em momentos diferentes, mas carregado de significado, foi muito legal perceber essas nuances. Assim como todos os easter eggs…

De modo geral, podemos dizer que a série é um PRESENTE para os fãs dos livros, mesmo que tenha mudanças o suficiente para causar estranheza em alguns momentos, elas foram necessárias e importantes, porque em linhas gerias sobra respeito ao material original para manter a essência intacta.

Caso você ainda não tenho visto, recomendo fortemente que dê o play, se apaixone e se junte a mim na espera agonizante pela próxima temporada e torcendo para que o comunicado da renovação para uma terceira seja anunciado.

E enquanto aguarda, que tal ir conhecendo os livros?

Até a próxima! Bye.

  • Off Campus
  • Lançamento: 2026
  • Criado por: Gina Fattore, Louisa Levy, Silver Tree, Marty Bowen, Wyck Godfrey, James Seidman, Neal Flaherty, Leanna Billings, Ian Deitchman, Kristin Robinson, Annika Patton, Elle Kennedy, Ryan Silva, Caylin Kocagoz, Sadie M. Hopkins, Jonathan Shore
  • Com: Ella Bright, Belmont Cameli, Mika Abdalla, Stephen Thomas Kalyn, Jalen Thomas Brooks, Antonio Cipriano
  • Gênero: Drama, Romance
  • Direção: Silver Tree, Samantha Bailey, Dawn Wilkinson, Erica Dunton

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