Violet Sinclair tem uma regra clara: não namorar atletas. Depois de uma experiência desastrosa com Jeremy, capitão estrela do time de hóquei, ela decide se proteger. Mas Reed Darling, capitão do time rival e dono de uma reputação provocadora, é justamente quem entra em cena quando Violet precisa convencer seu ex de que seguiu em frente. O resultado? Um namoro de mentira que rapidamente começa a parecer real demais.

Caros, leitores! Como é legal encontrar um livro que entrega exatamente o que promete. Sem apelação, sem exagero, sendo apenas um romance jovem adulto, com dois personagens descobrindo o amor e os desafios das primeiras escolhas importantes. QUERIDO RIVAL, é do jeitinho que nós amantes de romances leves, sessão da tarde, gostamos. A combinação perfeita entre romance de mentira, rivalidade, esporte, muita provocação, química de milhões e dois personagens que acreditam estar no controle da situação, até perceberem que o coração não aceita respeitar acordos.

Violet, quer seguir em frente, mas sua vida e maneira como foi criada, faz com que crie regras para se proteger, e uma destas regras é não se envolver MAIS com atletas. Jeremy foi a gota d’agua, a exceção que provou que ela estava certa… ou pelo menos, tudo indicava isso, até ela conhecer Reed, o oposto do seu ex, mas que tem a “infelicidade” de também ser um jogador de hóquei.

“— É, eu entendo. — Reed assentiu devagar, parecendo sincero. — Beleza, então. Nada de sentimentos. E prometo que não vou pisotear seu coração se você não pisotear o meu.”

Reed Darling, é o capitão do time rival, dono de uma reputação questionável, tido como um garoto problema, ele já chega carregando os julgamentos e a imagem que as pessoas criaram a seu respeito, sua reputação faz com quem Violet já o conheça antes mesmo de ser quer, serem apresentados. O que o torno a última pessoa com quem ela arriscaria se quer ter uma amizade.

E é justamente aí que encontramos o charme desta história. Reed não é o que pintam sobre ele, existe muito mais por trás da fachada de bad boy. Provocador, confiante, divertido, ao mesmo tempo, em que se revela frágil – e uma menção honrosa aqui, a toda sua família. Violet, obviamente fica confusa com as duas versões, a que comentam e a que se apresenta quando está com ela. É então que ela entende, ela precisa enxergar para além dos rótulos.

Ela aceita o namoro de mentirinha, aparentemente será algo que irá beneficiar a ambos. A relação entre Violet e Reed é construída aos poucos, entre provocações, conversas e momentos que tornam cada vez mais difícil separar o que é fingimento do que é sentimento verdadeiro. Nós sabemos onde isso vai chegar, mas isso não torna o caminho menos divertido. Pelo contrário, é justamente a espera pelo momento em que os dois finalmente vão admitir o óbvio que torna a leitura tão gostosa.

Apesar de o romance ser o grande destaque, QUERIDO RIVAL também traz reflexões interessantes sobre julgamentos, reputação e a maneira como enxergamos as pessoas a partir de experiências passadas. Violet acredita conhecer Reed antes de realmente conhecê-lo. Reed, por sua vez, precisa conviver com uma imagem que não representa tudo aquilo que é. E talvez essa seja uma das mensagens mais interessantes da história, de que nem sempre aquilo que ouvimos sobre alguém corresponde a quem essa pessoa realmente é. O livro também aborda limites e a importância de seguir em frente sem precisar da aprovação de quem ficou para trás.

“— Quer saber? Você não me assuta, Reed Darling. — Fico feliz — disse ele. — Porque você é a última pessoa que quero assustar.”

Eu gostei de poder ver o crescimento da Violet, vê-la se tornando uma pessoa mais leve, aprendendo a confiar, não permitindo que uma experiência ruim defina todas as outras. Reed, sendo um ponto de apoio, mas sem ser o herói perfeito, sendo apenas alguém que apoia, mas que também sabe onde quer chegar e o quanto está disposto a batalhar por isso.

E apesar de nem tudo ser perfeito, afinal de constas estamos falando de um clichê jovem, de uma trope que lemos muito e por isso já sabemos como vai terminar desde o início, ainda assim, a minha experiencia de leitura não foi comprometida. Afinal, nem sempre lemos um romance em busca de grandes surpresas. Às vezes, queremos exatamente aquela história que sabemos que vai nos fazer sorrir, entreter e apenas passar o dia.

Deixo aqui minha recomendação de leitura. Já estou animada pelos próximos livros da série.

Até a próxima! Bye.

  • Rival Darling
  • Autor: Alexandra Moody
  • Tradução: Lígia Azevedo
  • Ano: 2025
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 351
  • Amazon

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