Título Original: The Reptile Room
Autor:
Lemony Snicket
Ano:
1999
Editora:
Companhia das Letras
Páginas:
181
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Após
acompanhar o Mau Começo dos órfãos Baudelaire, suas desventuras, coragem e perseverança
frente a um vilão mal-humorado e extremamente cruel, é chegada a hora de
descobrir o que o futuro esconde após o momento em que viramos a última página
do primeiro livro. 
Como
não poderia ser diferente, aviso àqueles que desconhecem os sofrimentos
mantidos nas páginas destes livros. Me aproprio do conselho de Lemony Snicket,
e afirmo que aqui você não encontrará uma história feliz, um final agradável,
um vilão derrotado e um mundo perfeito. Caso esse tipo de história não te
agrade, não faça o seu estilo, entenderei se quiser fechar essa resenha, e
garanto que não ficarei magoada, pois os acontecimentos do segundo livro de
Desventuras em Série são tão, ou talvez mais tristes do que os do primeiro.
Em A
Sala dos Répteis
, Violet, Klauss e Sunny observam um futuro acolhedor no
horizonte, porém, as alegrias estabelecidas nas primeiras páginas desse livro
servem apenas para levantar falsas esperanças. Senhor Poe realizou o trabalho
que é pago para realizar e encontrou um novo tutor para os irmãos Baudelaire,
um cientista chamado Montgomery Montgomery – e por favor, não façam piadinhas
com seu nome, não é nada educado. Tio Monty estuda répteis, possui a receita do
melhor bolo de creme de coco que você já provou e é o melhor tutor que as crianças
poderiam esperar. Ele as inclui em suas tarefas, as trata com respeito e
carinho, mas como tudo na vida desses irmãos desafortunados, momentos felizes escondem tempestades chegando.

Durante
mais um dia de atividades, enquanto Tio Monty estava resolvendo assuntos na
cidade, chega à residência seu novo assistente, Stephano. Mas, assim como você
provavelmente está pensando agora, é nesse momento que nossa agradável história
se transforma em mais uma tragédia na vida das crianças. Stephano na verdade é
nosso terrível vilão disfarçado, o temível Conde Olaf, e assim como no primeiro capítulo, ele possui
um grande plano para assumir toda a fortuna das crianças.
Assim
como no primeiro livro da série, a escrita de A Sala dos Répteis é acessível,
leve, agradável. Lemony Snicket demonstra toda sua maravilhosa habilidade ao
construir histórias trágicas com uma roupagem leve e bem-humorada. Mais uma vez
não percebi o tempo passar, me surpreendi ao ler sobre as desventuras dos
órfãos, adorei vê-los encarando as dificuldades e fazendo o possível para
superá-las. Muito mais do que uma história trágica com roupagem agradável, acessível
para os mais diversos públicos, o segundo capítulo provou para mim que
Desventuras em Série é sobre a superação, a união, o encarar as dificuldades
com tudo aquilo que possuímos a nossa disposição e garantir que no final, por
mais que as probabilidades não estejam a nosso favor, ainda exista uma pontada
de esperança.

Desventuras
em Série
não é apenas mais uma forma de entretenimento, uma história qualquer
sobre três irmãos que se viram sozinhos enfrentando o mundo cruel. A trama se
estende por caminhos diversos, espelha pequenos aspectos da vida adulta, demonstra
nossa incapacidade para lidar com os mais diversos desafios do “mundo adulto”, destaca para o leitor que a esperança pode estar em qualquer lugar. Mas o principal,
nos apresenta a coragem de enfrentar os obstáculos de cabeça erguida. Mesmo
sabendo que a trajetória dos Baudelaire não é nem um pouco feliz, continuarei
acompanhando seus passos, pois sei que muitas outras mensagens estão escondidas
nas páginas desses livros!

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ciona
dos