A fim de compreendermos a trajetória de vida de Robert Louis Stevenson, autor de O Médico e o Monstro – obra que, acredito, trata-se da mais conhecida pelos leitores brasileiros – é necessário voltar o olhar para eventos e encaminhamentos transcorridos antes de seu nascimento. Foram as escolhas de seus antepassados, bem como a história de sua família que, direta ou indiretamente, delinearam grande parte dos acontecimentos da vida do escritor, além de possibilitarem sua formação enquanto pessoa crítica e sonhadora.

Antes de tudo

Nossa história tem início com um contrato fechado entre o bisavô de Robert Louis Stevenson e o Parlamento Britânico, no final do século 18. O acordo envolvia a supervisão da construção de, pelo menor, quatro faróis dispostos em diversas localidades da costa escocesa. O intuito deste contrato era transformar a costa em ambiente protegido e seguro para a locomoção de barcos e navios, evitando naufrágios e acidentes que, ao longo de muito tempo vinham marcando a narrativa naval escocesa. Contudo, o contrato permitiu que a família Stevenson ingressasse no lucrativo ramo da engenharia e construção de faróis, definindo, portanto, o cunho profissional de todos os descendentes do felizardo bisavô.

Ao longo de 1850, ano de nascimento do pequeno Robert Louis Stevenson, o coletivo familiar havia construído aproximadamente 30 faróis ao redor de toda a costa escocesa e, ao contrário do que poderiam imaginar os leitores atuais, o ramo estava muitíssimo longe de atingir um período de estagnação. Muitos trechos de praias traiçoeiras ainda tiravam vidas e naufragavam navios devido à falta de visibilidade e direcionamento. Consequentemente, com o passar dos anos a família Stevenson não apenas adquiriu status social e comercial, como acumulou capital e conhecimento especializado. O próprio pai do recém-nascido, engenheiro por profissão e escolha de vida, tornou-se especialista em lentes de faróis, tendo efetivado diversas melhorias nas lentes produzidas pela família e, transformando suas lentes em uma das mais precisas, poderosas e flexíveis do mundo.

Para além do ramo profissional trilhado pela família Stevenson, o próprio contexto escocês percebia-se marcado pelo pensamento racionalista e industrial, caracterizado pela meritocracia e pela certeza inquestionável de que o trabalho duro levaria qualquer – ênfase no qualquer – indivíduo ao sucesso, prosperidade, felicidade e senso de propósito. Em meio a estes princípios observa-se também a forte influência do protestantismo europeu, movimento religioso que crescia não somente no velho continente, mas espalhava-se por terra e mar, chegando a América do Norte e transparecendo em obras como Mulherzinhas, de Louisa May Alcott.

Formação e saúde

Assim, proveniente de uma família cuja trajetória profissional possibilitou o crescimento financeiro, social e comercial de seu coletivo; tendo crescido em uma sociedade onde acreditava-se que possuir um trabalho digno e honrado, valorizado, útil e considerado relevante (de acordo com padrões que ainda permeiam a mentalidade contemporânea), além de deparar-se com uma educação muitas vezes focada somente no aspecto científico, lógico e matemático, não surpreende que, muito antes de tornar-se um escritor, Robert Louis Stevenson tenha sido direcionado para o curso de engenharia.

Ainda que as atividades profissionais da família direcionem a formação e início de carreira de Robert Louis Stevenson, é sua saúde quem ditará diversas escolhas e percursos futuros. O garoto de condição frágil enfrentou, ao longo de uma época em que a medicina desvendava alguns dos principais mistérios que hoje desconsideramos ou esquecemos, doenças como catapora e coqueluche. Apesar de enfrentar bravamente os desafios que surgiram no período de sua infância, as lutas travadas deixaram para trás um menino constantemente atormentado por fortes febres, além de sérios problemas pulmonares.

Embora os detalhes ressaltados até o momento não delineiem o percurso de Robert Louis Stevenson perante o mundo das publicações literárias, muito menos informem características e desafios enfrentados ao longo de sua carreira, eles informam tudo aquilo que precisamos saber acerca do contexto de onde surgiu o autor. Uma vez reconhecidos estes elementos, que, possivelmente serão retomados logo mais, podemos ingressar e, na medida do possível, se aprofundar no período que firmou e delimitou o início da carreira do autor, período este em que, para satisfazer os anseios e expectativas da família, ingressa, no outono de 1867, no curso de engenharia da Universidade de Edimburgo.

Estátua em homenagem ao autor, implantada na cidade de Edimburgo.

A fim de distanciar-se de realidades em que jovens não possuíam outra escolha a não ser tornarem-se aprendizes, recebendo, portanto, conhecimentos e materiais necessários para trabalhar e ingressar no famoso “mundo do trabalho”, a Escócia reconhecia-se como um dos primeiros países a estender o acesso à educação superior para os mais diversos membros da sociedade. Suas universidades, através de projetos e estratégias que não cabe a mim elucidar, garantiu a formação de jovens pertencentes à classe alta, média e, de maneira surpreendente para os preceitos da época, estendendo-se até os membros mais pobres da comunidade. Reconhecendo o elitismo da educação superior europeia, transferida mais tarde para o próprio Brasil, este fato, por mais complicado e repleto de nuances históricas que seja, surpreende o leitor e demonstra um pouquinho mais do mundo vivenciado pelo aspirante a escritor.

Embora os princípios educacionais que fundamentavam a Universidade de Edimburgo estivessem distanciados da construção de conhecimentos e indivíduos especializados, permitindo aos estudantes o contato com conceitos matemáticos e lógicos, teorias pertencentes as ciências naturais e, ainda, discussões acerca das línguas clássicas e filosofia, Robert Louis Stevenson demonstrava pouquíssimo interesse nas principais matérias de seu curso. Ele não comparecia a diversas aulas; deixava a sala de maneira estrondosa, demonstrando seu descontentamento perante a forma com que as disciplinas eram delineadas; ignorava os conselhos de seus professores e familiares. Porém, seu comportamento rebelde e boêmio não permitia transparecer que, no fundo, o jovem absorvia grande parte dos conhecimentos referentes ao campo da engenharia, linguística e filosofia, garantindo, assim, não somente que seu pai lhe garantisse um emprego como negociador e supervisor na construção de faróis, mas que seus primeiros ensaios fossem escritos e publicados.

Jornada como escritor

Seus primeiros textos direcionam-se a reflexões acerca da engenharia, das ações e pensamentos de engenheiros, além da defesa de que o campo é capaz de seguir além da mera lógica construtiva implantada fortemente no método de pensamento dos profissionais. Contudo, é somente quando finaliza seus estudos e enfrenta a família, afirmando que não trabalhará como engenheiro, que os primeiros ensaios referentes a produção literária começam a surgir. Em 1873 a revista The Portfolio publica um texto intitulado Roads, primeira reflexão do jovem autor acerca da produção literária. Aqui, Robert Louis Stevenson destaca e defende o talento de escritores como Victor Hugo quando da construção de romances (no sentido da forma de escrita e não do foco da narrativa), ressaltando como suas histórias são capazes de conectarem o leitor a ficção, instigando-os a acompanhar e vibrar com cada novo capítulo.

A publicação de Roads direciona a mente do escritor a construção de novos textos e ensaios em defesa do romance. Com certa medida de paixão e posicionamento teórico, as próximas publicações do autor abordam desde aspectos da construção do romance até a relação entre humanidade e ficção. Distanciando-se do realismo, o jovem defendia que a ficção, ainda que por muitos considerada livre de conexões com a realidade, baseia-se em pensamentos lógicos que, como todo autor profundamente compreende, em suas abstrações, fantasias e características específicas, permitem uma aproximação e elucidação da realidade como poucos romances realistas, segundo Stevenson, eram capazes de realizar.

No ano de 1873, enquanto escrevia ensaios e refletia sobre o romance, Robert Louis Stevenson também enfrentava complicações em seu estado de saúde. É neste período que, sem tomar conhecimento, alinham-se os fatores dos eventos que modificariam sua vida para sempre!

Os médicos, segundo preceitos e teorias da época, indicavam ao autor que escolhesse climas quentes e próximos ao mar ou secos e frios afim de evitar o agravamento de seu estado. Deste modo, inicia-se para o autor uma jornada constante de viagens que, como relata em seu texto Ordered South, publicado em 1874, visavam muito mais do que o encontro de aventuras e a apreciação de belas paisagens, mas sim a sobrevivência de um ser que convivia diariamente com crises pulmonares. Ignorando as forças daquilo que poderíamos denominar como destino, o autor se direciona para uma espécie de colônia localizada em Grez, na França. Ali, o jovem doente de 26 anos conhecerá Fanny Vandergrift Osbourne, mulher de 36, casada, que realizava uma viagem pela França afim de distanciar-se do marido infiel e de seu casamento infeliz. Como observado em tantas outras narrativas, reais ou fictícias, não demora muito para que Fanny e Robert se apaixonem e estabeleçam-se como casal.

Fanny Vandergrift Orbourne

O relacionamento perdura por dois anos, porém, é interrompido quando o marido insatisfeito de Fanny ordena seu retorno, ameaçando cortar todo o auxílio monetário que lhe prestava. Em 1878 a mulher apaixonada segue para os Estados Unidos com o intuito de finalizar sua relação com o marido, deixando para trás um Robert desesperado e infeliz.

Sem a mulher que ama, vivendo a indecisão do futuro e levemente desconectado da produção literária, o jovem inicia uma breve viagem pelas montanhas da França. É deste período de incertezas que nascem seus dois primeiros livros. Seus primeiros livros, ao contrário do que os leitores brasileiros possam imaginar, não se tratam de histórias de terror, mas sim de espécies de diários ou relatos de viagens. An Inland Voyage e Travels with a Donkey não conquistam o grande público, mas garantem o ingresso do autor ao mundo da escrita e publicação de obras longas, completamente diferentes dos ensaios e textos que vinham produzindo até o momento.

Ida para os Estados Unidos

Em 1879, um ano após a partida de Fanny para os Estados Unidos, Robert recebe uma carta que altera drasticamente seus planos e estado psicológico. Apesar de pouco se saber acerca do conteúdo da carta, reconhece-se que sua mensagem alterou profundamente o escritor, forçando-o a dirigir-se para o “Novo Mundo” e enfrentar qualquer situação que se estabelecesse em seu caminho. Assim começa a jornada de Robert para São Francisco, localidade onde pretendia encontrar-se com Fanny para resolverem, juntos, as complicadas situações e consequências provenientes de seu relacionamento.

Sua jornada não foi heroica, fascinante ou encantadora, como muitos autores da época davam a entender ao longo de seus relatos inspirados transmitidos em livros. Com pouco dinheiro, ele não poderia pagar por uma cabine de primeira classe, o que alinhou suas experiências aquelas vividas por tantos outros imigrantes. As condições eram precárias, alguns viajantes ficavam confinados em ambientes livres de ventilação e limpeza, as doenças eram transmitidas com facilidade devido as condições do ambiente. A travessia de navio reduziu consideravelmente a resistência de Robert transformando a segunda etapa da viagem, sua locomoção por trem, ainda mais desafiadora. Cercado por passageiros pobres, doentes, desolados e em busca de melhores oportunidades, Robert sofre com os sintomas da fome, com crises pulmonares e exaustão.

Ao reencontrar-se com Fanny ele já não era o mesmo jovem apaixonado, de saúde frágil e encantado com as belezas do mundo. Ainda que ansiasse por fixar residência nos Estados Unidos, além de retomar o relacionamento com Fanny e vir a conhecer seus filhos, os meses que se seguiram foram destinados a recuperação de sua saúde e busca por melhores condições de vida para sua nova família. É deste momento de necessidade que se apresenta uma proposta inesperada. Ao solicitar auxílio de amigos para que garantissem a elevação dos preços de seus livros na Europa, uma vez que vendiam pouco e não garantiam segurança monetária para a família, a história, de alguma forma inusitada, chega aos ouvidos do pai de Stevenson, quem, por remorso, caridade ou verdadeiro sentimento de paternidade, oferece a Robert o pagamento de 250 libras por ano. A partir deste momento a estrela de Robert Louis Stevenson começa a brilhar!

O primeiro sucesso

Em 1881, ainda sem grandes sucessos publicados, o autor enfrenta dúvidas cruéis e profundas sobre si, sua carreira e suas escolhas, muitas delas, vale ressaltar, provenientes dos próprios moldes e expectativas da sociedade – algo que, acredito, conhecemos muito bem. Contudo, o período de estagnação logo se alteraria pois, ao passarem as férias na chuvosa costa sul da Inglaterra, Robert e seu enteado Lloyd deparam-se com uma ideia maravilhosa. Ao longo de uma tarde qualquer os dois desenharam, com detalhes e diversos debates acalorados, o mapa que viria a garantir o direcionamento e construção de seu livro A Ilha do Tesouro. Pouco sabia Robert que a história de aventuras fundamentada em um mapa produzido com seu enteado, publicada no mesmo ano, garantiria não apenas um acréscimo no fundo monetário da família, como também garantiria a decolagem da careira do autor. O livro foi tão bem recebido que o próprio Jules Verne declarou apreço por sua história e criatividade!

O período também permitiu a criação e publicação de obras como Raptado e O Médico e o Monstro, obra que, acredito, trata-se da mais conhecida e popular entre os leitores brasileiros (novela gótica, com elementos de ficção científica e terror). Muitas outras obras foram publicadas e adquiriram considerável sucesso ao longo deste período, porém, assim como observamos com tantos outros autores e autoras, a grande maioria dos livros escritos pelo autor nunca foram publicados em território nacional ou, em casos específicos, encontram-se descontinuadas e distantes de qualquer previsão de retorno as livrarias.

Uma vez que sua família se via feliz, que seu amor se encontrava ao seu lado, que seus problemas financeiros foram superados, o único grande desafio que ainda assombrava a vida do autor era seu estado de saúde. Poderíamos especular se a travessia de navio e trem para os Estados Unidos não delimitaram a redução da resistência do escritor, porém, nunca saberemos quais fatores foram essenciais para marcar sua trajetória de vida com crises pulmonares e intensas dores. O que sabemos é que, ao viajar para as Ilhas Marquesas, pertencentes a Polinésia Francesa, Robert Louis Stevenson depara-se não apenas com um ambiente propício para passar seus últimos dias na terra ou tranquilizar seu estado de saúde, mas também se percebe encantado pelas pessoas, cultura, paisagens e desafios do local.

Foto tirada após fixar residência na ilha de Samoa.

Residência em Samoa

A primeira passagem pelas Ilhas Marquesas instiga o autor a conhecer outras paisagens e localidades. Porém, é sua curiosidade, encantamento e olhar crítico que o aproxima dos líderes de comunidades que, ao enfrentarem homens brancos cuja mentalidade diminuta os fazia acreditar possuir o direito de tomar qualquer parcela de terra, riqueza e povo que surgisse em seu caminho, acabam se colocando em meio a conflitos muito mais complexos e desafiadores do que poderiam imaginar.

O encantamento pelas ilhas, bem como a amizade firmada com diversos líderes locais, leva Robert Louis Stevenson e sua família a fixar residência em Samoa, no ano de 1889. Ao longo deste período o autor, fortemente envolvido com questões de disputas políticas e absurdos cometidos pelo pensamento imperialista, escreve e publica diversos artigos e ensaios em defesa do povo polinésio. Todavia, quando os conflitos se tornam violentos e diversos olhares poderosos se voltam ao imigrante escocês que defendia ardorosamente o povo polinésio, Fanny oferece ao marido um ultimato: a hora dos artigos e ensaios de cunho político e social chegara ao fim! Os comentários atingem o autor e possibilitam uma mudança de abordagem e temáticas. Após o ultimato de Fanny, Robert Louis Stevenson retorna ao universo da ficção e, em 1892, publica The Wrecker, história elaborada em processo de coautoria com Lloyd, seu enteado.

Ao contrário dos trabalhos anteriores, The Wrecker, ambientado nas Ilhas Marquesas e fundamentado em uma atmosfera de mistério e drama, delineia-se como uma espécie de romance histórico e jornalístico, apresentando todo um processo de pesquisa e reconhecimento dos elementos socioculturais que, até o momento, pouco eram empregados nas ficções construídas pelo autor. A obra de ficção logo é complementada por A Footnote to History, livro que busca evidenciar, por meio de informações, pesquisas e relatos, os desafios, injustiças e crueldades enfrentados pelo povo de Samoa ao longo do que, ainda hoje, muitos classificam como “período de colonialização”.

Morte

Dois anos após publicar livros, artigos e ensaios em defesa do povo, cultura e comunidades da ilha de Samoa; após publicar ensaios desconhecidos e obras de sucesso; após atravessar mar e terra afim de passar o resto de sua vida ao lado da mulher que amava; após enfrentar anos de pobreza e uma doença que o acompanhou ao longo de toda a vida, Robert Louis Stevenson dá seu último suspiro. O escritor falece no dia 3 de dezembro de 1894, deixando para trás uma carreira, lista de obras e trajetória de vida curiosa, inspiradora, inusitada e, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, verdadeiramente aventureira. Ele escreveu diários de viagens; ensaios sobre literatura, engenharia e produção literária; criou histórias de aventura, fantasia e horror; ousou pesquisar e evidenciar injustiças, bem como defender povos que sofreram nas mãos de outros povos e, por esses e tantos outros motivos vale a pena ouvir o que este homem de saúde frágil e mente afiada tinha a dizer.

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40 Comentários

  • Marta Izabel
    02 novembro, 2019

    Oi, Izabel!
    Nossa adorei o post achei muito interessante saber a trajetória de vida de Robert Louis Stevenson, e é uma pena que um autor tal talentoso tenha morrido com apenas quarenta e quatro anos.
    Bjs

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Ele morreu muito cedo né ?! Mas deixou para trás uma porção de histórias que o mantém vivo até hoje !!! *-*

  • Diana Beatriz
    02 novembro, 2019

    É muito legal saber mais sobre os autores dos livros q a gente quer ler.
    Obrigada

  • Nil Macedo
    02 novembro, 2019

    Que aula!!!
    Muito bom poder conhecer a história de vida desse autor, desde o seu bisavô, passando por toda sua vida. Inclusive saber como foi o começo da escrita. Quem poderia imaginar que alguém escrevendo sobre engenharia lá no começo, iria escrever um livro atemporal e mundialmente famoso. Eu não li O médico e o monstro e pensando bem, nem A Ilha do tesouro eu li. Apesar de conhecer sobre as duas obras. Acho que preciso ler os dois livros logo.

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      A vida é uma coisa estranha né ?! Ela nos leva por caminhos que nunca poderíamos imaginar, e prova disso é o Stevenson !!! Mas que bom que ele saiu da engenharia né ?! XD
      E Nil, também preciso ler A Ilha do Tesouro !!! Ainda não tive a oportunidade de ler !!!

  • Maria Alves
    31 outubro, 2019

    Não li nada do autor ainda, mas tenho vontade de ler O médico e o monstro, que é bem comentado. Nossa que vida turbulenta ele teve, em relação a saúde, amor e dinheiro, que bom que depois as coisas foram entrando nos eixos. Gosto do post assim fico mais inteirada sobre a vida dos autores, pois nem imaginamos as coisas que eles passaram e passam para chegar onde chegou.

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      O Stevenson passou por poucas e boas né ???
      Mas foi corajoso e enfrentou cada desafio !!! *-* Gostaria de ter só um pouquinho dessa coragem toda !!! XD

  • Giovanna Talamini
    29 outubro, 2019

    Oi!
    É tão triste pensar que a maioria dos escritores sempre tiveram mortes tão trágicas.
    Esse post é uma verdadeira aula de história! Imagina um aluno fazendo pesquisa para a escola, iria surtar de felicidade ao ver uma matéria completinha dessas!

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Confesso que ainda não tinha pensando por esse lado Giovanna !!!
      Está aí um aspecto desse tipo de postagem que me deixou feliz e emocionada. Já pensou que lindo saber que nossos textos daqui do Estante serviram como auxílio para um estudante ??? *-*

  • Gislaine Lopes
    27 outubro, 2019

    Oi Izabel,
    O Médico e o Monstro só conheço por adaptações, para ser mais precisa, conheço a história por recontos da trama original. Então claro que saber um pouco mais sobre a mente por trás dessa história é muito interessante. Conhecendo um pouco sobre a família Stevenson, a vida de Robert já estava traçada, pois como foi e ainda é de costume para algumas pessoas, os negócios passam de geração para geração. Mas, como gosto de acreditar, a vida tinha outros planos para ele e, claro, seu anseio pela escrita e infortúnios o guiaram para outro caminho além daquele que já estava sendo seguido. Sabe o que mais achei curioso, foi que mesmo ele descobrindo que o curso de engenharia não lhe atraia (pois até as aulas ele faltava) ele deu um jeito de fazer funcionar (pelo tempo que conseguiu, é claro) para ele e sua família, tanto que suas primeiras publicações estavam relacionadas a engenharia. Só que a vida do autor teve muitos desafios e vejo que cada um contribuiu para torna-lo o autor por trás da grande obra. Apesar das dificuldades, tanto de saúde, problemas pessoais, relacionamento e a sociedade vejo aqui um exemplo de determinação e superação. E como fica claro em sua trajetória, nem todos os caminhos foram fáceis, pois as dúvidas e descrenças são nossas maiores inimigas quando estamos tentando alcançar o sucesso e satisfação. Uma pena ver que a morte o alcançou tão cedo, pois sinto que sua trajetória com a escrita ainda teria muito pela frente, muito a ser criado e passado para as futuras gerações.

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      E não só os negócios passam de geração para geração, mas também os sonhos e os desejos né Gislaine !!! Conheço muitos casos, e me incluo nele de certa forma, de pessoas que realizaram uma faculdade ou determinada formação por indicação, pressão e até mesmo pedido dos pais. Quantos não acabam desanimados depois né ?! Por sorte vários encontram outros caminhos e dão um jeito de seguir o que seu coração mandou !!! E isso aconteceu com o Stevenson, e serve de inspiração para muitos !!!
      Também me chama muito a atenção nesse jeito do autor, de levar a engenharia até onde conseguiu. De tentar mesmo sabendo que aquilo não era “para ele”. É um exemplo de perseverança, mas também de cuidado, de coragem e tantas outras coisas né ?!
      Fiquei muito feliz com seu comentário !!! Tu destacou algumas das coisas que mais me encantam na trajetória do autor, e também algumas das principais lições que tiro dele !!! Esse homem nos ensina tanto né ?! Seja por sua vida ou por suas obras, ele está sempre nos ensinando.

  • Vitória Hentzy
    25 outubro, 2019

    Uma das frases dele que guardo sempre comigo: “Não julgue cada dia pela colheita que você obtém, mas pelas sementes que você planta.” Incrível!

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Ainda não tinha ouvido essa frase Vitória, mas já amei !!! S2
      Stevenson nos surpreende a cada dia que passa né ???

  • Nyttah M.
    25 outubro, 2019

    Concordo com a Angela Gabriel. Post simplesmente divino! Extremamente necessário conhecer sobre o autor de qualquer obra, para compreender o que o levou à determinada direção e criação. O médico e o monstro para mim obra genial!

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Awwwwnnnn !!! Vocês não sabem como fico feliz por saber que curtiram o texto !!! *-*
      Muito, muito, muito obrigada !!!

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Awwwwnnnn !!! Vocês não sabem como fico feliz por saber que curtiram o texto !!! *-*
      Muito, muito, muito obrigada !!!

  • ELIZETE SILVA
    25 outubro, 2019

    Olá! Muito bacana saber um pouco mais sobre autores tão importantes para o meio literário, ainda não li nada do autor, mas fiquei feliz em saber que embora ele tenha tido uma vida relativamente curta, a viveu intensamente, mesmo com seus problemas de saúde, e que ele foi capaz de produzir tantas obras espetaculares, apesar de todos os obstáculos encontrados em seu caminho.

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Se existe algo que podemos afirmar sobre o Stevenson é que ele foi verdadeiramente perseverante !!! *-*
      Confesso que gostava muito dele por conta de suas obras, mas foi após conhecer os detalhes de sua vida que passei a amar esse autor !!! Difícil não se encantar né ???

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Se existe algo que podemos afirmar sobre o Stevenson é que ele foi verdadeiramente perseverante !!! *-*
      Confesso que gostava muito dele por conta de suas obras, mas foi após conhecer os detalhes de sua vida que passei a amar esse autor !!! Difícil não se encantar né ???

  • Bruna Pelegrini
    25 outubro, 2019

    ” Louis Stevenson também enfrentava complicações em seu estado de saúde”
    É incrível como a maioria dos autores nessa época tinham vários problemas de saúde, alguns morrendo bem jovens.
    Gostei de saber mais a respeito dele. Um dos escritores que impactou bastante a literatura. O médico e o monstro é excelente, li emprestado da biblioteca. Agora quero ler A ilha do tesouro.

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Acredito que um dos maiores problemas da época era o fato de que o campo da medicina ainda dava seus passos exitantes por várias direções que acabaram se mostrando equivocadas né ?! Não se possuía o conhecimento de hoje mas, o que considero pior, existiam muitas ações e costumes que acabavam piorando a situação da população, como o saneamento precário …
      Com relação a Ilha do Tesouro: acredita que ainda não li esse livro ??? Tenho que dar um jeitinho de ler !!! XD

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Acredito que um dos maiores problemas da época era o fato de que o campo da medicina ainda dava seus passos exitantes por várias direções que acabaram se mostrando equivocadas né ?! Não se possuía o conhecimento de hoje mas, o que considero pior, existiam muitas ações e costumes que acabavam piorando a situação da população, como o saneamento precário …
      Com relação a Ilha do Tesouro: acredita que ainda não li esse livro ??? Tenho que dar um jeitinho de ler !!! XD

  • Gee Arruda
    24 outubro, 2019

    genio

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Muito !!! S2

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Muito !!! S2

  • Bibiz Dca
    24 outubro, 2019

    Nunca li o Médico e o Monstro, mas já comprei na pré venda a edição da Darkside que está maravilhosa! super ansiosa…

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Já estou aqui ansiosa para saber o que vai achar desse autor que me é tão caro !!!
      E o bacana dessa edição da Darkside é que ela contém outras histórias do autor, então a gente consegue entrar em contato com outras fórmulas e direcionamentos que ele tomou ao longo da carreira !!!

  • Samanta Samy
    23 outubro, 2019

    Primeiramente gostaria de parabenizar pela publicação, extremamente interessante e detalhada.
    Estou atrás de uma certa edição de O Médico e o Monstro, uma que vem em um box. Desconhecia totalmente a vida do autor e o contexto em que a obra foi produzida.
    Deu ainda mais vontade de ler, não só O Médico e o Monstro, mas outros escritos. Será que acho os ensaios sobre literatura?
    Muito, muito obrigada por essas informações e indicações.
    Abraço!

    • Izabel Wagner
      24 outubro, 2019

      Muito obrigada por gostar Samanta !!! *-*
      Possuo um carinho muito grande por essa coluna e, embora o processo de pesquisa e escrita seja trabalhoso, continuo pensando em novos autores e autoras para compartilhar com vocês !!! Acredito que conhecer um pouco da trajetória de cada escritor nos auxilia a enxergar suas obras de outra maneira né ???
      Com relação aos ensaios e demais textos publicados por Stevenson: verei se consigo encontra-los e, caso encontre, adicionarei os links na postagem tá ?! Mas caso queria dar uma pesquisada, uma vez encontrei materiais antigos como esses no site da Biblioteca Britânica (inglês), talvez alguns trabalhos do Robert estejam disponíveis por lá !!!

      • Samanta Samy
        30 outubro, 2019

        Olá! Obrigada pelo retorno, Izabel!
        No final de semana, vou dar uma olhada, quero ver se encontro alguns matérias em português.
        Abraços!

  • rudynalvacorreiasoares
    23 outubro, 2019

    Izabel!
    Interessante como por vezes lemos alguns livros de autores e não sabemos realmente tudo o que se passou em sua vida, já que as biografias que vem como adendo nos livros, não nnos dizem mais do que os dados básicos.
    Ler uma postagem como essa que explica do início ao final como foi a vida desse autor tão estimado para quem gosto de O médico e o monstro, é fascinante.
    Obrigada e parabéns!
    cheirinhos
    Rudy

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Isso é a mais pura verdade Rudy !!! Difícil encontrar uma biografia, que vem como anexo à obra, que realmente se aprofunde ou ofereça maiores informações para os leitores. A maioria fica só no básico do básico :/
      Mas Rudy, eu que tenho que lhe agradecer por gostar da postagem !!! São os comentários de vocês, suas leituras e compartilhamentos que tornam esse tipo de texto em algo mais !!!

  • Angela Gabriel
    23 outubro, 2019

    Uau!!! Acho posts assim tão importantes, ainda mais quando um clássico é colocado de volta nas mãos dos leitores. A gente e isso me refiro a quase todos nós, procuramos sempre o livro,mas dificilmente vamos atrás do autor, da sua vida, de como ele ou ela se tornaram autores de renome mundial.
    Ainda mais se isso for “coisa do passado”.
    Eu admito que nunca havia lido ou visto nada a respeito deste grande homem, de seu legado e de como sim, suas obras marcam gerações até hoje.
    Por isso, fiquei fascinada em descobrir um pouco sobre sua jornada, sofrida sim,mas extremamente vivida.
    Adorei e oh, obrigada!!!!

    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Muito, muito, muito obrigada pelo comentário Angela !!!
      Sempre comento isso por aqui, mas, mesmo com o trabalho que essas postagem dão, com todo o processo de pesquisa e construção de texto, continuo dando um jeito de pensá-la vez ou outra !!!
      Acho que após conhecer um pouco da vida dos autores que escreveram nossas obras preferidas, ou mesmo aquelas que só ouvimos falar, nossa própria relação com a obra muda né ??? Passamos a enxergar as coisas de uma forma diferente e acho isso maravilhoso. Por esse motivo sempre fico feliz quando vocês curtem esse tipo de postagem !!! *-*

  • Lily Viana
    23 outubro, 2019

    Olá!
    Uau, isso sim é um escritor clássico. Já tinha visto muito a historia do O medico e o mostro mas nunca parei para conhecer bem o autor. Adorei bem a postagem, tive um ótimo conhecimento sobre ele e sobre suas obras.

    Meu blog:
    Tempos Literários

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      Difícil não se encantar pelo Stevenson né ??? Se não suas obras, sua vida nos conquista e ensina tanto quanto seus livros !!!

  • Aciclea Vieira
    23 outubro, 2019

    Cheias de altos e baixos a vida amorosa/ profissional desse peculiar engenheiro e escritor, que tanto seu amor , veio, foi e retornou no seu próprio casamento (sua esposa), assim como sua saúde e também a fase pobre e rica brilhante como escritor.Confesso que conhecia sua obra gótica O médico e o monstro, mas não tinha ideia dos outros gêneros literários que escreveu com sua peculiar mestria.
    Irei com certeza em busca de outros tipos literários se sua obra .
    ?❤

    • Izabel Wagner
      13 novembro, 2019

      De todos os autores e autoras que já compartilhei com vocês por aqui, o Stevenson é um dos que mais admiro, não apenas no quesito obras, mas por tudo o que passou ao longo da vida !!! É difícil não admirar a coragem dele né ?!
      Sou completamente suspeita quando o assunto é o Louis, rsrsrsr, gosto muito dele e sempre torço para que vocês também passem a gostar dele tanto quanto eu. ^-^
      Espero que suas novas experiências com o autor sejam ótimas e que descubra novas facetas dele !!!

  • Angela Gabriel
    23 outubro, 2019

    Uau!!! Acho posts assim tão importantes, ainda mais quando um clássico é colocado de volta nas mãos dos leitores. A gente e isso me refiro a quase todos nós, procuramos sempre o livro,mas dificilmente vamos atrás do autor, da sua vida, de como ele ou ela se tornaram autores de renome mundial.
    Ainda mais se isso for “coisa do passado”.
    Eu admito que nunca havia lido ou visto nada a respeito deste grande homem, de seu legado e de como sim, suas obras marcam gerações até hoje.
    Por isso, fiquei fascinada em descobrir um pouco sobre sua jornada, sofrida sim,mas extremamente vivida.
    Adorei e oh, obrigada!!!!

    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor