Nasci em 1988, vivi minha infância nos anos 90, áureos tempos da televisão e dos quadrinhos, aprendi a ler com as publicações da Turma da Mônica e é claro que já naquela época Tintim era também um dos meus quadrinhos favoritos.

As histórias do repórter mais querido e valente da literatura, seu cãozinho incomparável, Milu e o capitão beberrão Archiblad Haddock, o trio que só se mete em confusões, e onde cada um dos personagens tem sua importância clara para o enredo.

Timtim foi mencionado pela primeira vez no longínquo ano de 1929, e sim é um quadrinho que tem quase 100 anos e suas histórias seguem ganhando novas edições, mesmo alguns exemplares sendo bem datados, como por exemplo o que vamos falar aqui hoje, Tintim e a Lua, nova publicação, encadernada pelo selo Quadrinhos da Cia.Neste novo volume da série teremos a reedição de dois livros em um mesmo encadernado. Vamos conhecer a história de Tintim “Rumo à Lua” e “Explorando a Lua”, décima sexta e decima sétima histórias das “Aventuras de Tintim”, originalmente lançadas entre os anos de 1950 e 1954.

As publicações eram feitas em tirinhas semanais no Jornal do Tintim, que era uma publicação infantil de outro jornal maior, ao final de cada história o livro com todas elas era lançado, ao todo foram 23 livros, que até hoje estão sendo publicados.

Pelo que eu me lembro, Tintim foi meu primeiro contato com ficção história dentro da literatura, sim, ficção histórica, porque o repórter belga viaja pelo mundo inteiro, apresentando para nós fatos que realmente aconteceram e se colocando no meio deles, o que torna o humor contido na história ainda maior, deixando ela leve e apaixonante.

Em Tintim, Rumo à Lua, o repórter é convidado pelo professor Girassol a conhecer um projeto altamente secreto do governo, para isso terá que viajar até a Sildávia, e lá encontrará um projeto gigante para levar o homem até a lua.

As coisas que acontecerão neste lugar irão desde as mais hilárias até as mais perigosas, porque teremos pessoas ali querendo o fim da vida de Tintim e Haddock, sem contar, é claro, que a dupla mais atrapalhada da história dos quadrinhos, Dupont e Dupond, os irmãos gêmeos que além da fisionomia igual têm o nome com a mesmíssima pronúncia. Impossível não se lembrar das cenas em que algum personagem chama por um dos irmãos e eles olham ao mesmo tempo sem saber qual dos dois é realmente chamado.Essa leitura é impossível de ter uma imparcialidade, já que o sentimento de nostalgia está atrelado a ela, já que se tratam de quadrinhos que fizeram parte praticamente da minha alfabetização.

Porém, hoje consigo ver que ele não é perfeito, a bebedeira constante de Haddock é cansativa em alguns momentos, bem como a burrice intensa de Dupont e Dupond que irritam demasiadamente. O que por um lado coloca o leitor na pele de Tintim, que deve sentir as mesmas coisas enquanto tem que conviver com este boçais, mas para o enredo, apesar de ser bem engraçado, acaba sendo bem chato pela repetição intensa.

Tirando isso, a obra é maravilhosa, bem como todos livros do inigualável Hergé, que infelizmente nos deixou em 1983, aos 75 anos, mas por aquelas belezas do destino, temos toda obra do Tintim traduzida, e que agora, em posse da Companhia das Letras, vai ganhando livros encadernados em capa dura, com edições duplas, com um tamanho bem agradável e um aramo incrível, como é bom cheirar uma HQ nova e como é bom ter Tintim novamente por perto.

Lá em casa eu não sou o único fã de Tintim, Miguel, meu filho de 9 anos, já lê as revistas do repórter belga e adora, a ação contida nelas são perfeitas para o público infanto juvenil. Além da parte histórica, que mesmo não sendo 100% real, a obra acaba sendo um pouco datada, já que na época em que foram publicadas não existia celular por exemplo, mas da uma boa noção de como era o mundo naqueles distantes tempos.

Leia Tintim em tempos de tantos ataques à imprensa, ele segue sendo um dos grandes símbolos do jornalismo mundial.

  • Destination Moon (Tintin, #16), Explorers on the Moon (Tintin, #17)
  • Autor: Hergé
  • Tradução: Eduardo Brandão
  • Ano: 2021
  • Editora: Quadrinhos na Cia
  • Páginas: 128
  • Amazon

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