Comecei a ler P.S. de Paris sem muitas expectativas. Na verdade, eu mal sabia a sinopse da história e meu contato anterior com a escrita de Marc Levy não tinha me deixado muito satisfeita. Eu nunca li seu bestseller, E Se Fosse Verdade, mas sim conheci sua escrita por meio de Sete Dias Para uma Eternidade. Infelizmente não fui muito cativada por sua escrita, que acabou me causando muito estranhamento. É verdade que nem sempre é fácil lidar com estilo europeu de escrita, especialmente com o francês. Essa contextualização é importante para que vocês entendam melhor minhas opiniões sobre P.S. de Paris.

Em seu novo lançamento, Marc Levy volta ao universo de E Se Fosse Verdade. O livro possuí uma continuação não publicada no Brasil, que conta a história de personagens secundários da história original (em francês, o livro se chama Vous Revoir). Na verdade, P.S. de Paris é uma espécie de spin-off desse segundo livro, trazendo um dos secundários como protagonista. Então, de certa forma, P.S. de Paris é um spin-off do spin-off ou, se preferirem, a continuação da continuação. Todavia, cabe ressaltar que os personagens de E Se Fosse Verdade aparecem ativamente nessa história, então você poderá matar a saudade de Arthur e Lauren, se for o caso.
O livro conta a história de Mia, uma atriz que está no auge de sua carreira, mas com o casamento caindo aos pedaços. Querendo um tempo para colocar a cabeça em ordem e fugir um pouco da mídia, Mia foge para Paris, onde quer passar um tempo como uma completa desconhecida. É nessa conjuntura que ela acaba conhecendo Paul, um escritor americano com coração francês, que acaba indo a um encontro às cegas por insistência do melhor amigo, Arthur (que é o protagonista de E Se Fosse Verdade). Ainda que tudo tenha começado de forma muito inusitada, o relacionamento entre esses dois artistas vai se desenrolando – primeiro, como uma amizade. Depois, só Deus sabe…

Tive menos dificuldade em me conectar com a narrativa desse livro do que tive com Sete Dias Para uma Eternidade. As características europeias de sua escrita continuam lá, mas achei a narrativa mais rápida e envolvente. Talvez porque o autor seja, dessa vez, um pouco mais direto no desenrolar dos fatos, criando uma sensação de conexão com os personagens. O livro é narrado em terceira pessoa e alterna perspectivas entre os dois personagens principais. Minha parte favorita do livro (e, talvez eu seja suspeita para falar, uma vez que compartilho do ofício criativo com Paul) foram os momentos que o protagonista se debruçava a falar sobre sua escrita. Sempre gosto muito de narrativas com personagens escritores, tanto em livros, quanto em filmes.
Creio que P.S. de Paris é uma boa escolha para quem ainda não teve contato com a escrita de Marc Levy. É possível encará-lo como livro individual, mas creio que a história fique mais divertida quando temos ciência dos acontecimentos de E Se Fosse Verdade. Então, recomendo que busquem também ler o primeiro livro ou, ao menos, vejam o filme. Ainda que Mark Levy não seja meu autor favorito e que eu ainda tenha dificuldade em lidar com a narrativa “europeizada”, o livro é divertido e envolvente, trazendo temas importantes e um romance envolvente.
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- Elle & Lui
- Autor: Marc Levy
- Tradução: Flávia Souto Maior
- Ano: 2019
- Editora: Planeta
- Páginas: 256
- Amazon



10 Comentários
Não sabia do filme vou dar uma procurada para assistir, ainda não li nada do autor, mas esse parece ser uma leitura que agrada, gostei que o autor foi mais direto, gosto assim sem enrolações. Deve ser uma leitura divertida também, porque esses encontros as cegas geralmente são, deve ser gostoso acompanhar o envolvimento do casal ainda mais que começa com uma amizade primeiro gosto assim, sem pressa.
Olá!
Já vi esse livro mas não tinha conhecimento sobre a historia. A trama é bem fofa e envolvente, deixou-me bastante curiosa pela historia. Uns daquele clichê que gosto, espero conseguir ler!
Meu blog:
Tempos Literários
Olá! Ainda não li nada do autor (#chocada), já assisti ao filme do livro anterior e amei, suas ressalvas me deixaram um pouco em dúvida em decidir se devo encarar o livro neste momento, masl esse é um gênero do qual gosto bastante, e apesar de tudo parece ser uma história bem gostosa de acompanhar, acredito que ele vai ficar na minha lista de “talvez”, por enquanto.
Eu adoro o Filme e Se fosse verdade, e eu não sabia que era um livro, por mais que eu goste de romances P.S. de Paris, não despertou minha curiosidade.
Clara!
Muito bom quando um autor nos encanta com um romance que pode parecer controverso, mas sou do time dos finais felizes e espero que ele tenha dado um final feliz nesse aqui.
Uma pena não ter conseguido autografá-lo em 2019, mas não faltará oportunidade, tenho certeza.
cheirinhos
Rudy
Nunca li nada do Marc Levy, mas já vi o filme de E Se Fosse Verdade (geralmente fico bem desestimulada para ler a obra depois) e gostei.
O enredo desse livro é aquele típico romance clichê que dá vontade de ler, mas esse em especifico não me deu uma vontade gritante, além do que, as vezes não me conecto com as narrativas “europeizadas”.
Não li nada ainda desse autor, e esse livro também não me deixou interessada em conhecer a escrita. Mas gostei da capa do livro, parece ser aquelas com textura rsrs, tipo “a lista negra”. Gosto!
Também pouco contato com as obras de Marc Levy, mesmo vendo resenhas positivas a respeito das mesmas. Curto mais os filmes, desse tipo literário. Acho que flui mais, pra mim, principalmente na questão do foco. A sinopse de “PS de Paris” me lembrou um pouco do filme “um lugar chamado Notting Hill”, com Hugh Grant e Julia Roberts. Não é meu genero favorito, mas creio ser um autor que vale a pena ser lido. Principalmente, se o leitor busca desopilar da correria diária.
Mesmo sem ter lido muita coisa do autor, venho acompanhando o trabalho dele há um bom tempo e não vejo a hora de poder conferir esse livro. Parece ser um livro bem fofo e gostosinho de ler, do tipo que eu gosto. Amei a resenha e saber um pouquinho sobre Paul e Mia, com certeza vou ler esse livro!!
Meu contato com as letras do autor é também muito pouco, então quando este livro foi lançado, já fiquei meio assim. Não, eu até gosto da maneira como ele desenha seus enredos, mas sei lá, não consigo me conectar com os personagens e isso não é agradável.
Pelo que li acima, este livro vai funcionar melhor a quem ainda não leu nada do autor,mas sim, se quiser que essa conexão seja mais válida, é preciso ter lido sim o livro anterior.
Vou procurar fazer isso!
Beijo