Cromwell Dean tem o dom da sinestesia, o que faz com que ele consiga ver e sentir notas musicais. Cada som tem uma cor e isso faz com que a música flua com mais facilidade para ele, podendo assim compor e tocar músicas com muita facilidade. A música clássica é a sua paixão, porém algo do passado de Cromwell não o deixa mais se aproximar do estilo musical que tanto ama. Ao invés de enfrentar seus problemas, Cromwell prefere se esconder e se afundar na bebida e na música eletrônica, até que uma garota o faz repensar tudo que abandonou.

Os obstáculos da vida fazem com que as pessoas olhem para o mundo de modos que nunca haviam olhado antes.

Bonnie Farraday não é uma musicista prodígio como Cromwell, mas ela ama ouvir música e sonha em um dia produzir algo que todos possam gostar. Ela já ouviu Cromwell tocar quando criança e ficou imensamente apaixonada por tudo o que ele fazia, porém ele sumiu do mundo da música, até reaparecer anos depois como um dos maiores DJ’s.

Cursando música na Universidade de Jefferson, Bonnie não imaginava que Cromwell iria estudar na mesma sala que ela. O destino parece querer juntar os dois a todo o custo, mas para ficarem juntos, eles terão que enfrentar os próprios demônios.

Um Desejo Para Nós Dois foi meu terceiro contato com a autora Tillie Cole. O primeiro foi com Mil Beijos de Garoto em 2017 e gostei muito, tanto que acabei por favoritar o livro. Hoje vejo que é provável que eu não viesse a gostar tanto assim da leitura, pois nessa terceira experiência me deparei com basicamente a mesma história e as mesmas personalidade dos personagens de Mil Beijos de Garoto, e isso não me agradou. Minha segunda experiência foi com Doce Lar e ali eu já deveria ter percebido que Tillie Cole não era mais para mim.

Confira a resenha de Mil Beijos de Garoto

Acabei por ignorar as atitudes de Rune, protagonista extremamente grosseiro de Mil Beijos de Garoto, mas não pretendo deixar passar esse Rune versão 2.0 em Um Desejo Para Nós Dois. Não, os livros não são os mesmos e nem tem ligação entre eles, mas os dramas e personagens são tão parecidos que me pareceu que esse livro era uma nova versão.

Aqui temos Cromwell, o típico bad boy destruído por acontecimentos do passado e que desconta sua dor em todos ao redor. Talvez isso não tivesse me incomodando tanto se a mocinha Bonnie tivesse mais atitude e personalidade. Eu a achei muito permissiva e submissa aos caprichos e conduta de Cromwell, pois era só ele fazer um pequeno gesto de educação para que tudo fosse perdoado. Complicado né?

Outra coisa que me incomodou foi a quantidade de cenas que forçavam e reforçavam o drama vivido pelos personagens. Dentro da história ainda houve mais uns dois núcleos de drama, o que alongou ainda mais a leitura. Sinceramente, as coisas chegaram a um ponto em que eu quis pular as páginas para poder avançar na leitura e ver se encontrava algo diferente. Não posso negar que os momentos de superação dos personagens que apareceram não tragam boas lições, mas não superaram o quanto a leitura se tornou maçante em alguns momentos, além de todos os fatos que já citei.

Depois de Um Desejo Para Nós Dois não sei se ainda lerei algo da autora. Tenho muito receio de me deparar novamente com os mesmos dramas e mocinhos babacas. Realmente, eu não recomendo.

  • A Wish for Us
  • Autor: Tillie Cole
  • Tradução: Flávia Souto Maior
  • Ano: 2019
  • Editora: Outro Planeta
  • Páginas: 416
  • Amazon

rela
ciona
dos

Deixe uma resposta para Nyttah M.Cancelar resposta

11 Comentários

  • Maria Alves
    11 janeiro, 2020

    Ainda não li nada da autora, mas mil beijos se garoto está aqui para ser lido. É uma pena quando é mais do mesmo livro e o autor não inova, não gostaria muito dessa protagonista por ser submissa ao cara sem falar que não gosto de nada boys, mas se a história e personagens forem bem trabalhados até dar para dar uma chance mas pelo visto não é o caso desse.

  • Veronica Vieira
    02 janeiro, 2020

    Eu li esse livro, e eu também achei a mocinha muito permissiva, gostei do livro, adorei o tema, pois não sabia nada sobre sinestesia. mas eu fiquei bem incomodada com algumas atitudes dos personagens. Outra coisa que me incomodou foi não ter tratados os laços de mãe e filho no livro esperei até a última pagina sobre esse assunto e me decepcionei um pouco.

  • Bruna Prata
    01 janeiro, 2020

    Fiquei farta de livros que o cara é todo babacão e a mocinha é toda bobinha, um saco!!
    Me espanta ainda terem dezenas e dezenas de livros com a mesma temática serem lançados e fazendo sucesso entre o público feminino, sério, o que mais tem por ai é a idealização de relacionamentos abusivos.
    A única coisa me chamou atenção no livro foi a música ter um papel importante, adoraria ter sinestesia, porém sou uma negação em qualquer aspecto musical hahaha!

  • ELIZETE SILVA
    30 dezembro, 2019

    Olá! Eita e eu achando que a Tillie Cole ia me fazer chorar de novo, é realmente bastante frustrante quando um autor insiste em apenas uma maneira de contar suas histórias, esse excesso de tragédias pode ser angustiante e maçante mesmo, um livro a menos na minha lista (copo sempre meio cheio!).

  • Rayane S.
    31 dezembro, 2019

    Não curto muito romances que tem esses protagonistas de atitude babaca e também gosto de protagonistas mulheres fortes e de atitude, então esse livro é tudo que eu não procuro em um quando quero ler. Péssimo isso, mas acho que não tem nem chances de parar para ler ele.

  • Aline Teixeira
    29 dezembro, 2019

    Olá Crislane!
    Se decepcionar com um autor é algo bem ruim e nesse caso parece que a autora não quer deixar o molde de lado e se arriscar em algo diferente, bora histórias de superação sejam sempre motivadores. Sua resenha me fez imaginar quantas Bonnies existem por aí, o que é uma triste realidade nos relacionamentos. A capa desse livro é interessante, nunca tinha ouvido falar da autora mas quem sabe um dia dou uma chance.
    Beijos

  • Fernanda Cardoso
    29 dezembro, 2019

    Poxa, que pena! Quando você mencionou a questão da música, fiquei intrigada com o que causou esse distanciamento da música clássica, e até surgiu um desejo de ler, mas saber que a autora faz isso repetitivamente, acaba com toda a vontade.
    Obrigada por compartilhar.

  • rudynalvacorreiasoares
    28 dezembro, 2019

    Crislane!
    Nossa! Difícil ver uma boa escritora escrever algo tão medícre. Uma pena!
    Um romance regado a música é bastante interessante, amo música, mas fiquei bem na dúvida se quero ou não fazer a leitura, porque pelo visto, o livro ficou bem aquem do desejável…
    cheirinhos
    Rudy

  • Alison Teixeira
    28 dezembro, 2019

    Olá Crislane!
    Bons autores são aqueles que conseguem inovar, e infelizmente não podemos dizer isso de Tillie Cole, não é mesmo?
    Ao meu ver, essa estratégia utilizada pela autora foi uma maneira de se manter na sua zona de conforto e entregar uma história que agradasse o leitores que gostaram da outra obra mencionada. Contudo, fica uma impressão de preguiça e superficialidade, sem contar que as caracterizações de Cromwell e Ronnie são tão convenientes para o contexto que o leitor pode ele mesmo adivinhar as posturas dos personagens.
    Beijos.

  • Nyttah M.
    28 dezembro, 2019

    Amo as resenhas daqui! Sinceronas, além de nos apresentarem varios estilos diferentes de livros. Esse ano conheci vários autores e obras, obrigado! NÃo curto esses romances com “pitadas abusivas de bad boy conhece garota certinha que vai salva-lo e tudo será relevado e perdoado… ”
    Podia ser porque não, uma bad girl que encontra um bom menino… Mas, o meu problema maior é com 2 questões levantadas e com as quais concordo plenamente: 1) ainda há romantização de relacionamentos abusivos… É fato que na vida real, os relacionamentos interpessoais têm seus altos e baixos… MAS….
    2) alguns autores estão se apegando há suas próprias velhas formas… Antigamente, era assim: “agora é a hype dos vampiros… Daí aquela enxurrada de obras com vampiros”; “agora são as sereias, toma sereia a rodo”… Não sei se são os editores que precisam de u.a reciclada, se as editoras que apertam demais o cerco sobre seus autores… Mas tem autor que quando lança o livro, a gente já sabe o que vai ver. Uso sempre como exemplo a Colleen Houck, porque tenho muito contato com as obras dela ( o ultimo livro ainda não comprei com aquela capa linda por sinal) a gente já sabe o cerne que vai ser: 3 caras de 4 por uma menina… Enfim, obrigado de novo pela ótima resenha. Esse com certeza não lerei. Ansiosa por mais conteúdo marA!!!

  • Angela Gabriel
    28 dezembro, 2019

    Ruim isso. Quando o autor ou autora não consegue se desvincular de um grande sucesso do passado. Não li Mil Beijos, mas me recordo muito bem do quanto o livro foi elogiado na época. Talvez por isso, claro que todo mundo que leu, iria esperar algo bem diferente e não algo tão semelhante.
    Claro que se eu tiver oportunidade, quero demais conferir ambos os livros!!!!
    Mesmo já sabendo que talvez me decepcione um pouco.rs
    Beijo