Resenha: Operação Red Sparrow

Título Original: Red Sparrow #1
Autor: Jason Matthews
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 452

Dominika Egorova era jovem, bela e tinha um sonho, ser a primeira dançarina do Balé Bolshoi, mas uma concorrente pisa no seu pé e seu tornozelo rui. Nunca mais ela seria a mesma, jamais dançaria novamente, ela estava manca para sempre. Como se as coisas não pudessem piorar, seu pai morre neste mesmo período, desnorteada, ela acaba aceitando o convite de seu tio, uma importante figura no serviço secreto russo, agora ela estudaria para se tornar uma informante do governo.

Dominika passa por diversos estágios, até ficar algum tempo na Escola de Pardais, onde ela, outras mulheres e homens aprendem técnicas para seduzirem inimigos em troca de importantes informações. Esperta demais desde pequena, ela tem um poder que a ajuda na dança, Dominika consegue ver cores em cada nota tocada, sabe onde pisar exatamente conforme cada cor apare e isso a ajuda também no serviço secreto. Ela sabe, pelo tom que cada pessoa fala, se esta pessoa está mentindo, sendo doces demais, sendo irônicos e até mesmo se querem engana-la ou ajuda-la, ela consegue enxergar cores em todas as palavras.

É assim que ela cresce no serviço secreto para a raiva de muitos espiões, até que é enviada para a sua mais importante tarefa, conquistar o americano Nathaniel Nash, um agente da CIA, com o intuito de descobrir quem é o informante dos americanos dentro do governo russo.

O que ela não conseguiu prever, era que ele descobriria rapidamente quem era ela e que também gostaria de tirar informações importantes dela. Os dois travarão um duelo cheio de artimanhas, armas e armadilhas para poder tirar do outro, aquilo que quer, mas será que conseguirão resistir à tentação do calor que emana dos corpos deles? Sim, eles se apaixonam e toda a tática antiterrorista vai por água abaixo.

"O que lhe ensinariam naquela escola pertencia apenas ao âmbito físico. Não importava o que a obrigassem a fazer, ninguém conseguiria atingi-la no espírito."

[News] Clássica graphic novel volta ao Brasil

January Jones é uma clássica graphic novel, que volta ao Brasil em uma aventura cheia de suspense. Em O Crânio de Mkwawa, a heroína terá que lidar com um misterioso troféu, tomado pelos alemães na Primeira Guerra.



Inspirados nas figuras históricas que foram, a aviadora Amelia Earhat e a espiã Mata Hari, Martin Lodwijk e Eric Heuvel, no final dos anos 80, criaram a aventureira January Jones. O clássico holandês tem o estilo "linha clara", um estilo popularizado por Hergé em As Aventuras de Tintim, outro clássico que inspirou os criadores assim como Indiana Jones.

Em January Jones: O Crânio de Mkwawa, a heroína e seu mecânico Rik estarão às voltas, na França, com o misterioso crânio do Sultão de Mkwawa, tomado pelos alemães como troféu durante a Primeira Guerra. Tempos depois, a estranha peça vira objeto de cobiça, quando se descobre que pode ser a chave para encontrar um grande tesouro perdido. Nesta aventura, January terá que sobreviver a uma perseguição nas Catacumbas de Paris entre outros desafios.

Resenha: Outros Jeitos de Usar a Boca

Título Original: Milk and Honey
Autora: Rupi Kaur
Ano: 2017
Editora: Planeta
Páginas: 208
Amazon - Saraiva

Eu já tinha ouvido falar sobre esse livro e sobre a autora Rupi Kaur, isso porque ele estava recebendo muitas críticas positivas de blogs que acompanho. Mas só fui definitivamente influenciada a comprá-lo depois desse vídeo da Jout Jout.

Aposto que muita gente conheceu o livro desse jeito também. O livro é um compilado de poemas da autora, alguns falam sobre ela mesma, outros sobre mulheres próximas a ela e sua cultura. Ele é separado por etapas, a dor, o amor, a ruptura e a cura. E em cada parte os poemas trazem justamente esses sentimentos. A autora escreve sem pontuação e sem letras maiúsculas. Na versão de capa dura que comprei, existe uma introdução na qual ela explica que esse é um estilo de escrita pouco conhecido.

Em a dor encontramos poemas que descrevem sentimentos e situações verdadeiramente dolorosos. Os poemas têm como tema, abuso sexual, violência física, emocional e outras situações relacionadas a esse sentimento. São palavras sinceras, sonoras, que carregam emoção em cada página. Ler essa parte é difícil e essa deve ser justamente a intenção da autora, já que ser mulher não é fácil. Enfrentar as agressões diárias de cabeça erguida, fingir que não ouve obscenidades enquanto andamos na rua, ter sua voz sucessivamente silenciada, ter regras e mais regras impostas, perseguir um padrão de beleza impossível.

"como é tão fácil pra você
ser gentil com as pessoas ele perguntou
leite e mel pingaram
dos meus lábios quando respondi
porque as pessoas não foram
gentis comigo"

Resenha: Grande Magia

Título Original: Big Magic
Autora: Elizabeth Gilbert
Ano: 2015
Editora: Objetiva
Páginas: 192
Amazon - Saraiva

Após o sucesso que foram Comer, Rezar, Amar e Comprometida, livros onde a autora compartilhou histórias e recortes de sua própria vida, desta vez, Elizabeth Gilbert compartilha com o leitor a sua interpretação sobre uma vida criativa.

Ao contrário do que imaginamos, ser criativo não significa se dedicar inteiramente ao seu trabalho e a tudo ligado a arte, mas é sim, algo ligado ao seu modo de encarar a vida, seja movido pela curiosidade ou de um ato de coragem para explorar a grande magia. Lançado em 2015, Grande Magia irá mostrar para o leitor como utilizar dessa coragem para trabalhar em cima do que mais amamos ou daquilo que mais buscamos em nossos dias. Sejam quais foram os caminhos, seja um livro para escrever, um sonho há anos adiado ou a simplicidade de um dia bem vivido, mais uma vez, Elizabeth Gilbert compartilha conosco a real beleza da vida e da inspiração.

Resenha em Vídeo


Resenha: H. P. Lovecraft - Contos: Volume II

Título Original: H. P. Lovecraft - Contos: Volume II
Autor: H. P. Lovecraft
Ano: 2018
Editora: Martin Claret
Páginas: 144

Neste segundo volume, da nova edição dos contos do autor H. P. Lovecraft selecionada pela Martin Claret, nós teremos contato com mais nove trabalhos do autor. Esta coleção de contos figuram o chamado Ciclo dos Sonhos, mas afinal, o que seria isso?

Conforme Daniel I, Dutra, Doutor em Literatura Comparada e autor de O Horror Cósmico, que dá vida ao prólogo desta edição. H. P. Lovecraft recebeu muita influência de Lorde Dunsany, escritor e duque irlandês falecido em 1957. Suas obras influenciaram, o que são hoje, grandes autores da literatura mundial, como Tolkien, Neil Gaiman, entre outros. Após conhecer as obras do autor, Lovecraft passou a admira-lo, ele o incentivou tanto ao ponto de Lovecraft conseguir encontrar sua própria voz narrativa. 

Se dá o nome de Ciclo dos Sonhos, aqueles contos que se passam no cenário da Terra dos Sonhos, onde o protagonista tem uma experiência onírica, classificação ainda em discussão entre estudiosos e críticos do autor, mas o fato é que este termo popular acabou sendo um meio de separar um grupo de histórias escritas entre 1919 e 1921, que de uma forma ou outra, possam estar interligadas dentro do universo lovecraftiano.

Deadpool 2 - Crítica

Deadpool 2

Lançamento: 17 de maio de 2018
Com: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin, Zazie Beetz
Gênero: Ação, Comédia, Aventura

Segundo o próprio Deadpool, este é um filme de família, mesmo classificado para maiores de 18 anos. O filme chega hoje nos cinemas (17/05) de todos o Brasil. A cota de ironia, referências a cultura pop, piadas e a querida quebra da quarta parede permanecem e expandem a fórmula inigualável de Deadpool, algo que, provavelmente, só funcionará, tão bem com este personagem e com Ryan Reynolds como interprete.

O filme inicia com muita ação, deboche e, claro, violência. Mesmo assim, há espaço para facetas mais sensíveis do personagem equilibrado por seu tom cômico constante. Wade Wilson agora lida melhor com sua nova aparência e começa a pensar em construir uma família com Vanessa (a brasileira, Morena Baccarin) porém, seus planos mudam drasticamente quando Cable (Josh Brolin), um super soldado, volta do futuro para dar fim a uma grande ameaça, o garoto mutante Russel (Julian Dennison), que tem um poder destruidor e quase incontrolável. Juntos, Cable e Russel entram na vida de Deadpool, que pela primeira vez, irá enfrentar dilemas que o colocarão a prova, mas sem nunca perder a personalidade do personagem.

Este é um filme debochado, onde ninguém sai ileso, nem mesmo o universo X-Men, do qual Deadpool faz parte, nem mesmo os outros filmes da Marvel, da Fox - tem melhor frase para definir seu estúdio do que a "do mesmo estúdio que matou o Wolverine"? - ou até da sombria DC. Nada sai ileso pela boca do personagem, nem mesmo as interpretações do próprio ator.