Residue - Única Temporada | Crítica

Criado por: John Harrison
Com: Natalia Tena; Iwan Rheon; Jamie Draven; Danny Webb; Eleanor Matsuura.
Gênero: Terror; Suspense
Duração: 3 episódios – 42 minutos

Residue é uma série piloto composta por apenas três episódios que, muito mais do que uma aposta que não deu certo, trata-se de mais um projeto adoravelmente bem montado, composto por uma narrativa instigante, nomes parcialmente conhecidos pela mídia, e, como se não bastasse, dá um show de fotografia, coloração de imagem e criação de uma atmosfera capaz de absorver o espectador dentro de suas garras sombrias e misteriosas. Infelizmente o seriado não rendeu mais do que três episódios, mas ainda podemos descobrir os segredos que essa história pretendia abordar, além das possibilidades que ela deixou para trás.

Durante uma noite de virada de ano, localizada em uma linha temporal no futuro próximo que aguarda pacientemente pela possibilidade de acontecer, em uma metrópole qualquer da Inglaterra. Enquanto jovens festejam nos mais diversos espaços, e pessoas comemoram mais um ano que se finda, uma única casa de shows, um único ponto geográfico, misteriosamente sucumbe. Durante a noite que anunciava um novo ano, as vidas de diversos jovens são levadas, tomadas por um possível ataque terrorista, pela ação da própria terra, pela construção e ação desenfreada do ser humano, ou por algo ainda mais sombrio.

Resenha: Abominação

Título Original: Abomination
Autor: Gary Whitta
Ano: 2017
Editora: Darkside
Páginas: 320
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Abominação é um lançamento de 2017 da editora Darkside Books do autor Gary Whitta. O autor é roteirista e já trabalhou em filmes como Rogue One e O Livro de Eli e também como game design em The Walking Dead

O livro se passa na era medieval, mais precisamente no cenário onde ocorreu um dos capítulos mais sangrentos da Inglaterra, as invasões nórdicas do século IX. Permeado pelos mistérios e lendas da época, o autor vai guiar o leitor por um enredo que envolverá fantasia histórica, magia e um pouco de ficção cientifica, a receita infalível para um bom livro.

Primeiramente conheceremos Wessex, o reino comandado pelo Rei Alfredo é um dos últimos a resistir as invasões vikings. Fazem anos que o Rei Alfredo firmou um tratado de paz com o líder dos nórdicos, porém, com a vida deste líder por um fio, a certeza de uma nova invasão é quase certa. Com uma guerra iminente, Cantuária, o centro religioso do Reino de Wessex e suas dependências, oferece proteção ao rei. Com o auxílio de antigos manuscritos, o arcebispo Aethelred começará a estudar feitiços desconhecidos capazes de transformar seres vivos em abominações terríveis. Uma abominação seria capaz de exterminar doze homens e é desta forma que a magia despertada por Aethelred se provará muito mais cruel e mais sangrenta do que os próprios vikings poderiam ser.

"Algo irrompeu da barriga do porco, o sangue espirrando pelo chão. Vários expectadores berraram, apavorados, e aqueles que estavam mais próximos se afastaram, nauseados quando outra excrescência brotou do corpo do porco, em seguida outra, cada uma brilhando com o sangue escuro e viscoso enquanto se desdobrava e tomava forma."

[Sorteio] 5 Anos de Milkshake de Palavras



Olá pessoas! O Milkshake de Palavras está completando 5 anos de vida neste mês! Vários blogs amigos se uniram para comemorar esta data tão especial e claro que, quem mais serão presenteados são vocês, nossos leitores queridos! Para participar é só seguir as regras e preencher os formulários, escolha o melhor Kit e boa sorte!

Resenha: Em nome dos Pais

Título Original: Em nome dos Pais
Autor: Matheus Leitão
Ano: 2017
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
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Em nome dos Pais é o primeiro livro sob a autoria de Matheus Leitão, filho da renomada jornalista Miriam Leitão. Nele conta a história de tortura sofrida pelos seus pais, militantes do PCdoB do Espirito Santo na época da ditadura. 

O autor e jornalista faz uma busca pelos principais personagens da história que envolveu seus familiares, vai atrás de parceiros de “guerrilha”, torturados e de suas famílias, com o intuito de encontrar respostas pelos anos de perseguição que seus pais viveram.

Em nenhum momento do livro há apologia ao comunismo ou um incentivo a essa ideologia, eu mesmo, sou contra o comunismo e não me senti ofendido ou forçado a virar adepto dele enquanto lia. A única ideologia da qual ele faz uma leve propaganda é da fé cristã, devido a um trabalho seu, que inclusive ele compara com o que o comunismo idealizava, de dar a pessoas menos favorecidas uma condição melhor. Em nome dos Pais conta com dezenas de documentos e arquivos da época, conseguidos pelo escritor e muito bem inseridos no livro, com uma contextualização e bela impressão, sem ser apenas “atirado” entre as páginas sem nexo algum, como vemos em muitos livros que trazem esse tipo de informações.

"Quem sabe poderíamos ter algum dialogo sobre os dois lados da Guerra Fria brasileira?"

Resenha: Foo Fighters - Learning to Fly

Título Original: Foo Fighters - Learning to Fly
Autor: Mick Wall
Ano: 2017
Editora: Planeta
Páginas: 288
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Como já vem escrito na própria capa, Foo Fighters Learning to Fly é a biografia definitiva de uma das bandas de rock mais importantes do cenário musical atual. O livro faz uma trajetória desde o início da carreira do vocalista, guitarrista e líder da banda Dave Grohl até o momento atual da banda Foo Fighters.

Sou fã da banda desde que eu tinha 14 ou 15 anos. Desde a primeira vez que vi Dave em cima de um palco, pulando e berrando no microfone foi amor à primeira vista. Algumas pessoas se surpreendem quando digo que essa é, sem dúvida, minha banda favorita porque eu gosto de muitos estilos diferentes de música. Porém, acompanho o Foo Fighters há muito tempo e sou completamente apaixonada pelas músicas, apresentação ao vivo e, claro, pelo próprio Dave Fuckin*** Grohl! Infelizmente nunca tive a oportunidade de ir a um show deles, até porque a banda se apresentou poucas vezes no Brasil. Mas através do livro de Mick Wall fui capaz de conhecer mais a fundo como tudo começou e os caminhos que levaram Dave a pegar firme com a nova banda.

O autor já anuncia de imediato que o livro focará mais no Dave em si, pois afinal de contas ele foi quem criou a banda e esse sonho sempre foi dele. Tanto é que o primeiro álbum ele gravou completamente sozinho, a guitarra, a bateria, o vocal. Tudo foi ele quem escreveu, produziu e gravou em um estúdio. Só depois do primeiro álbum já finalizado é que Dave foi atrás de outras pessoas para integrar a banda. Por este motivo analisar a trajetória dele, desde seus primeiros passos no mundo da música, passando por seu período no Nirvana, até chegar aos dias de hoje é tão importante.