Resenha: A Mulher na Janela

Título Original: The Woman In The Window
Autor: A. J. Finn
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 352

Anna Fox é uma psicóloga especializada em problemas infantis, recém separada, mora em uma cidade distante de onde a filha e o ex-marido vivem atualmente. Ela também deixou o trabalho de lado, já que depois de um acidente de carro é ela quem precisa da ajuda de especialistas.

Ela sofre de Agorafobia, uma síndrome não difundida que faz a pessoa se sentir em pânico em ambientes abertos, o que a obriga a ficar trancada dentro de casa. Sem conseguir sair de casa, ela convive com poucas pessoas, tem um inquilino que aluga um cômodo na sua casa e faz de tudo para não encontra-lo, fala com sua família somente via Skype e tem alguns encontros com sua fisioterapeuta e com o seu psiquiatra.

O máximo de contato que ela tem com o mundo externo é olhar as casas da vizinhança através da câmera posicionada na janela de seu quarto, realmente bisbilhotando tudo, a ponto de saber o dia a dia das pessoas, inclusive vendo a vizinha que traía o marido ser quase pega no flagra com o amante em casa enquanto o traído vinha entrando pela porta da frente. Porém a chegada de uma nova família na casa do outro lado da rua, muda completamente sua vida. Com integrantes muitos estranhos que começam a ir visita-la e tentam se aproximar, até que acontece algo que ela vê claramente, mas ninguém acredita que possa ser real.

"Não é paranoia se está realmente acontecendo."

Aniquilação - Crítica

Annihilation

Lançamento: 12 de março de 2018
Com: Natalie Portman; Oscar Isaac; Jennifer Jason Leigh; Gina Rodriguez; Tessa Thompson
Gênero: Ficção Científica, Drama

Por conta de divergências internas, além de um período difícil para filmes “cult”, de “difícil” compreensão cuja característica principal baseia-se em se tratarem de obras fortemente interpretativas, produzidos pela Paramount ao longo de 2017 – dentre eles podemos citar o maravilhoso MotherAniquilação somente estreia nas salas de cinema dos Estados Unidos, Canadá e China, sendo distribuído para o resto do mundo através de nossa querida Netflix. Mas, antes de seguir para os comentários dessa crítica, gostaria de ressaltar que, embora vendido para o serviço de streaming, este não é mais um filme "original" Netflix.

A adaptação do primeiro livro pertencente a trilogia Comando Sul, criada por Jeff VanderMeer, trata-se de uma ficção científica intrincada, cuja narrativa transporta o espectador por meio de dúvidas, incertezas e a necessidade constante de interpretação das imagens, discursos e símbolos que lhe são apresentados.

Sendo exatamente este tipo de filme, não é de surpreender que tenha me chamado a atenção e, embora ainda não tenha efetivado a leitura de cada um dos livros, confesso que toda a experiência com a adaptação serviu como incentivo para conhecer todo o universo criado por VanderMeer em sua famosa trilogia.


Resenha: A Floresta Sombria

Título original: The Dark Forest
Autor: Cixin Liu
Ano: 2017
Editora: Suma
Páginas: 470

A Floresta Sombria, segundo volume da trilogia de Cixin Liu, para além de mera continuação, trata-se de uma verdadeira expansão da narrativa apresentada ao longo de O Problema dos Três Corpos.

Apesar de cada ação possuir relevância, das histórias e desafios de personagens terem peso para a compreensão do leitor, relacionando assim à tudo aquilo que vimos no primeiro livro, o segundo capítulo desta narrativa se desprende das amarras daquele que lhe deu origem, nos apresentando novos personagens, novos desafios e o rumo da humanidade, ao mesmo tempo em que se aproveita de todo o contexto do primeiro livro para elevar o nível da obra que nos é apresentada.

Com toda a frota de Trissolaris seguindo em sua direção, além da terrível presença dos sófons, pequenas partículas lançadas pelo inimigo, capazes de transmitir informações atualizadas para os líderes trissolarianos, da mesma forma com que limita o desenvolvimento do conhecimento humano, a Terra percebe-se em estado de guerra com uma nação que nunca antes viu, cuja história sabe pouquíssimo e, cuja tecnologia é muito mais avançada do que qualquer humano poderia, um dia, vir a imaginar.

Em um contexto onde o inimigo recebe todas as informações em tempo real, sendo capaz de ouvir cada conversa, ler cada documento e observar cada nova tecnologia desenvolvida, grandes organizações mundiais se unem para lançar o Projeto Barreira, uma das poucas esperanças para o futuro da humanidade.

"A infinitude do espaço acolheu a nova humanidade sombria em seus braços sombrios."

Resenha: Bem Atrás de Você

Título Original: Quincy & Rainie #7 - Right Behind You
Autora: Lisa Gardner
Ano: 2018
Editora: Gutenberg 
Páginas: 352

Sobreviver em um ambiente cercado de drogas e muita violência, por si só, já se torna um grande desafio. Para Telly Ray Nash, um garotinho de apenas nove anos, tentar sobreviver a esse meio e ainda cuidar de sua irmãzinha mais nova, Sharlah, de cinco anos, se torna uma batalha diária. Recorrendo ao mundo dos livros e embarcando nas histórias de Clifford, o gigante cão vermelho, esses irmãos fogem todos os dias, de seus problemas familiares, até que uma terrível tragédia recobre sobre a família. Devido ao acontecimento funesto, para a infelicidade das crianças, são separados os irmãos.

Após 8 anos de separação, Telly reaparece na vida de Sharlah, da forma mais brutal possível. O jovem é suspeito de realizar uma onda de assassinatos em massa. Se não bastasse a ligação imprescindível, entre a garota e o assassino, as coisas se tornam ainda piores, quando seus pais adotivos, Pierce Quincy, um aposentado oficial do FBI, e a policial, Rainie Conner, são chamados para solucionar o caso.

Em meio ao caos que se instaura, inicia-se o despertar de sentimentos, até então adormecidos, em Sharlah. Questões do passado, não resolvidas voltam à tona, vociferando o coração dos jovens. E a grande dúvida fica. Afinal, Vilão ou Herói?

"No fim das contas, minha irmã acabava pegando o saquinho de batatas, com os olhos cheios de gula. Ela estava sempre com fome naquela época. Nós dois estávamos."

Resenha: Rastro de Sangue - Jack, O Estripador

Título Original: Stalking Jack The Reaper
Autora: Kerri Maniscalco
Ano: 2018
Editora: Darkside Books
Páginas: 354
Amazon - Saraiva

Em Londres, 1888, mulheres marginalizadas pela sociedade começam a ser assassinadas e o possível responsável é o Avental-de-Couro, conhecido hoje em dia como Jack, O Estripador. Todas as vítimas acabam na mesa de autopsias do doutor Jonathan Wadsworth e aprender com o tio sobre a circunstâncias daquelas mortes é tudo que a jovem Audrey Rose quer. É neste cenário mórbido e cheio de sangue que Audrey costuma gastar seu tempo livre, para o horror de sua tia que tenta transforma-la em uma dama aceitável e também contrariando a vontade do pai. 

Por este motivo suas atividades com o tio são mantidas em segredo, mas os recentes acontecimentos de uma Whitechapel violenta e perigosa vem colocando em cheque tudo que Audrey aprendeu sobre os corpos das vítimas que, para ela, ainda podem falar sobre suas mortes. Contrariando tudo e todos, Audrey junto com Thomas Cresswell, outro pupilo do dr. Wadsworth, decide ir atrás do rastro deixado pelo assassino. Está dada a largada pra a busca da real identidade de Jack.

Os crimes de Jack Estripador e o fato de nunca terem, realmente, descoberto a identidade do assassino mais notório da história da humanidade, sempre foi um assunto que me interessou demais. Porém, dentre todos os fatores que me atraem para esta história, é o fato dela atingir algumas marcas, como por exemplo, a de o caso ter sido um divisor de águas no modo com a mídia tratavam estes crimes, sendo Jack Estripador o primeiro serial killer da história a causar um frenesi mundial. Por causa dos seus crimes, a ciência forense também foi significativamente aplicada. Foram com suas vítimas que médicos em Londres tiveram a primeira oportunidade de examinar estes corpos em busca de padrões e de uma assinatura.

Resenha: Demônio ou Anjo

Título Original: Death of the Demon - Hanne Wilhelmsen #3
Autora: Anne Holt
Ano: 2017
Editora: Fundamento
Páginas: 264
Amazon - Saraiva

Demônio ou Anjo conta a história de um orfanato de crianças abandonas ou tiradas de suas famílias. Pequeno, é controlado por poucas pessoas e a relação delas com as crianças é tranquila, até a chegada de um garoto que possui um temperamento incomum.

Olav tem apenas 12 anos, mas uma força enorme. Se assusta com coisas bobas e se irrita com acontecimentos banais, que em crianças normais até provocariam risos. Ele foi tirado de sua mãe pelo serviço social norueguês, que julgava que ela não tratava seu filho de maneira correta. Seu comportamento começa a não ser bem visto pela diretora do local, Agnes, que passa a puni-lo de maneira veemente e o choque entre os dois é quase que diário, fazendo, inclusive, Agnes impedir que a mãe de Olav vá visita-lo, como pena para o garoto. Da mesma maneira que é perseguido pela diretora do local, Olav, tem um carinho especial e reciproco do pessoal responsável diretamente pelo cuidado das crianças. Maren defende ele de sua chefe e o trata como se fosse sua mãe.  

Certo dia, Agnes aparece morta em sua sala, com uma faca cravada em seu corpo e Olav não é mais encontrado no orfanato. Seria ele capaz de matar a mulher que lhe causava problemas? Qual seria a motivação dele? Ele teria força suficiente para violar o corpo da diretora daquela maneira? Poderia uma criança tão jovem ter a mente tão perturbada e perversa?  São essas as perguntas que você busca responder em Demônio ou Anjo.

"Ela não era santa. Ela não conhecia nada mais idiota do que a cara de "eu gosto tanto de crianças…" Crianças eram como adultos: algumas encantadoras, outras fascinantes, mas havia as desprezíveis."