Seven Seconds | Crítica

Criado por: Veena Sud
Com: Clare-Hope Ashitey; Michael Mosley; David Lyons; Russell Hornsby; Beau Knapp; Regina King
Gênero: Drama; Policial
Duração: 10 episódios – 60 minutos

Cidade de Jersey, dias atuais, um policial recém transferido atravessa um parque deserto, coberto pela pacífica neve branca, seguindo o caminho mais rápido para o hospital onde sua mulher grávida realiza exames. A alta velocidade e falta de atenção impedem que este oficial da lei perceba a presença de um garoto negro, andando de bicicleta, que segue pelo mesmo caminho, resultando assim em seu atropelamento.

Ao contrário do que se espera de qualquer ser humano decente, o jovem policial realiza uma ligação para seus novos colegas, oficiais que, como ele, deveriam prezar pela segurança e bem-estar dos cidadãos da cidade. O grupo decide ocultar o evento, fazer desaparecer as provas do atropelamento, ignorando a essência da vida que aos poucos desprendia-se do corpo do inocente garoto largado em uma vala, no meio do frio e neve.

Durante o período da noite, após o desespero ter invadido a residência e corações dos pais, amigos e conhecidos do garoto, descobre-se seu corpo no local onde fora abandonado, dando início a uma investigação que, para além de abranger a corrupção de membros da polícia, levanta questões de preconceito e perseguição da população negra de um país que ainda está aprendendo a ser humano.

Resenha: O Destino de Tearling

Título original: The Fate of the Tearling
Autora: Erika Johansen
Ano: 2018
Editora: Suma
Páginas: 358

Nos primeiros capítulos da Trilogia de Tearling, descobrimos um reino em ruínas, abandonado por seus governantes, desolado pela pobreza, assombrado por um acordo validado pela opressão que somente um império poderoso e cruel seria capaz de implantar. Em meio a falta de esperança, observamos o surgimento de uma princesa perdida. 

Acompanhando a guerra que se espalha, o inimigo que se aproxima e as consequências de boas intenções tomadas sem qualquer reflexão acerca das consequências, encontramos a princesa perdida, hoje Rainha de Tearling, refém do temível império de Mostmesne.

Todas as escolhas, ações impensadas, conselhos não ouvidos, contextos ignorados, assombram Kelsea Glynn. Trancafiada nos calabouços do castelo da Rainha Vermelha, a pobre garota deseja retomar o poder que somente a magia é capaz de oferecer. Agora ela busca forças para sobreviver enquanto em sua mente traça planos para salvar o futuro de seu reino e, embora ainda não tenha conhecimento,  prepara-se para enfrentar uma força maligna que, assim como a grande parte dos acontecimentos desta história, se viu liberta graças a mais uma de suas ações impensadas.

"... e pelo resto da vida Katie jamais esqueceria aquele momento: o homem alto sorrindo para ela, a colina e o rio ao fundo, o sol vermelho-sangue ainda no céu."

A Casa dos Pesadelos | Marcos DeBrito

Título Original: A Casa dos Pesadelos
Autor: Marcos DeBrito
Ano: 2018
Editora: Faro Editorial
Páginas: 144

Tiago é um adolescente que há tempos não visita a casa da sua vó, uma casa de campo, no interior, com um balanço no jardim e muitos segredos guardados em seus cômodos. Após ser afugentado por uma terrível assombração, dez anos depois ele é convencido pela sua mãe de que deve retornar ao local. Seu irmão menor, então com a mesma idade que Tiago tinha na época do seu trauma, precisa conhecer o lugar de refúgio de sua avó e viver tudo o que uma criança tem direito. E Tiago deve enfrentar seus medos, que o monstro, que ele diz ao seu psicólogo que via enquanto estava na casa, não existe, que é apenas fruto da sua imaginação.

E é nesse cenário, a casa de madeira de uma avó, que tudo acontece. O livro se desenrola em um pequeno espaço de tempo, tudo acontece em 3 ou 4 dias e os relatos são rápidos e diretos. Marcos DeBrito tem por estilo ser bem específico nas suas descrições de cenários, mas seus livros não perdem a fluidez e não falam de coisas que não serão importantes para a trama, fazendo com que o leitor não perca a atenção na leitura em nenhum momento, o que funciona como um atrativo em suas obras. 

Vamos falar um pouquinho agora sobre o autor? Este é o terceiro livro de Marcos DeBrito, o qual eu já tinha virado fã quando li Escravo de Capela, uma obra incrível e única, cheia de ação e sangue. Como eu tinha lido seu primeiro livro Condado Macabro, esse fervor das cenas de ação, com muitas mortes, também era presente, fiquei esperando um livro no mesmo estilo, com muito sangue, poucos personagens terminando o livro com vida, mas para meu deleite, fui surpreendido. Ninguém morreu, e mesmo assim o livro foi intenso, amedrontador e chocante, mostrando toda a capacidade desse autor maravilhoso.

Tag dos 50% - O Ano até agora!

Oi pessoal, respondi a TAG dos 50% lá no canal, quem quiser conferir as minhas respostas de como esta sendo as minhas leituras até metade do ano, os melhores e os piores, corre pra ver! Para quem quiser responder também segue as perguntinhas logo abaixo! A TAG foi criada pela IsThatChami e quem traduziu aqui pelo Brasil foi o canal Geek Freak.



Travessuras da Minha Menina Má | Otávio Bravo

Título Original: Travessuras da Minha Menina Má #1 - Avant Les Seasons
Autor: Otávio Bravo
Ano: 2018
Editora: Chiado
Páginas: 360

Travessuras da Minha Menina Má é o romance de estreia do autor Otávio Bravo, que fora dividido em três volumes. O primeiro, Avant Les Saisons, se passará entre os anos de 1984 e 2007, o segundo livro, Les Saisons, entre 2007 e 2013 e o último, Aprés Les Saisons de 2014 a 2053.

Neste primeiro volume conheceremos Victor, um jovem em aprendizado com suas descobertas sobre a vida e o amadurecimento que isso requer. Nesta leitura, apesar de estarmos ávidos para conhecer a "menina má", é importante dizer que apesar do narrador a apresentá-la como alguém que irá cruzar o seu caminho no futuro, neste primeiro livro isso não acontece efetivamente, além de detalhes sobre seu nascimento e criação. Porém a presença de Maria Eduarda é sentida durante todo o relato, mas o foco do livro se prende a adolescência e início da vida adulta de Victor, antes dele conhecer a menina má.

Sendo assim, conheceremos inúmeras histórias da adolescência de Victor, do seu irmão mais querido e do grupo de amigos que compõem grande parte das suas aventuras na juventude e a descoberta do seu primeiro amor, Marcella. Ao longo da leitura acompanharemos uma história mais divertida que a outra, todas carregadas com aquela essência nostálgica dos bons tempos que não são mais iguais. Tempos em que a tecnologia, os smartphones e a internet ainda quase nem existiam no mundo inteiro, quem dirá no Rio de Janeiro do final dos anos 80.

"No aeroporto, aguardando o voo de retorno, sacara da pequena bolsinha [...] a foto amarelada dos pais. Num movimento único de zanga incontida, a rasgara pela metade, guardando apenas a parte da mãe e jogando o resto fora. E aprendera a não esperar mais nada de homem algum." 

Ele: Quando Ryan Conhece | Elle Kennedy e Sarina Bowen

Título Original: Him
Autores: Ele Kennedy e Sarina Bowen
Ano: 2018
Editora: Paralela
Páginas: 256

Sinceramente, nem sei como iniciar essa resenha. A leitura de Ele: Quando Ryan Conhece James, foi tão intensa que até agora me sinto desnorteada. Já esperava algo forte, mas nada comparado ao que esse livro me proporcionou.

A história se inicia quatro anos depois de um acontecimento que mudou a vida de Ryan (Wes) e James (Jamie) durante o acampamento de verão de hóquei. Foi naquele último verão de seus 18 anos que Wes pode finalmente assumir para si que era gay e que também estava apaixonado pelo seu melhor amigo heterossexual. Isso acaba confundindo a cabeça de Wes ao ponto dele fazer um desafio picante a Jamie, e logo depois cortar relações com o mesmo quando o desafio é concretizado. Enquanto que para Jamie tudo não passou de um desafio sem grandes consequências, para Wes mudou tudo.

Agora no momento presente, com os dois tendo seguido suas vidas, eles acabam se reencontrando quando vão participar de um campeonato de hóquei. Velhos sentimentos e ressentimentos ressurgem entre eles. Porém, a amizade acaba prevalecendo, mesmo depois de tantos anos. O sentimento de companheirismo sempre acompanhou os dois e Wes não quer perder isso novamente, mesmo sabendo que ainda é apaixonado por Jamie.

"Merda, ele me chamou de Jamie. Só fazia isso quando estava falando sério, de coração. O arrependimento irradia do seu corpo e chega até mim em ondas palpáveis, e eu sinto minha raiva desmoronar como um castelo de areia. Não consigo ficar bravo com o cara. Mesmo quando achava que simplesmente tinha jogado nossa amizade no lixo, não conseguia odiar Wes."