Resenha: Felicidade para Humanos

Título Original: Happiness for Humans 
Autor: P. Z. Reizin
Ano: 2018
Editora: Record
Páginas: 392
Amazon - Saraiva

Felicidade para Humanos é o primeiro romance do autor britânico P. Z. Reizin.

O livro foi lançado no exterior em 9 de janeiro, ou seja, a Editora Record apostou no seu sucesso mesmo antes dele chegar ao público internacional. Em uma campanha recente promovida pela editora, que eu já falei aqui no Estante Diagonal, alguns blogs tiveram a oportunidade de ler uma prova antecipada da versão em português que tem previsão de lançamento no Brasil em março deste ano.

O gênero do livro é uma comédia romântica, narrado em primeira pessoa por vários personagens. Um desses personagens é Jen, que acabou de terminar um relacionamento que acreditava ser para a vida inteira de forma bastante abrupta. Ela é jornalista e trabalha em uma empresa de tecnologia conversando com uma inteligência artificial, o objetivo é poder aprimorar o sistema para lidar com humanos.

Aiden é esta IA, que já aviso logo de cara que não é um robô! Por favor, não confundam uma coisa com a outra. Ele está em um estágio de desenvolvimento tão alto que pode conversar sobre qualquer assunto e até dar opinião sobre eles. Além disso, ele tenta esconder dos humanos que está começando a ter sentimentos e uma consciência praticamente humana. Diferente de muitas IA, que nós estamos acostumados ver em filmes, Aiden não quer destruir o mundo. Na realidade, ele é bastante romântico e talvez um pouco vingativo - ele faz o ex-marido de Jen sofrer bastante por ter ferido os sentimentos da sua "pessoa favorita". Em determinado momento, ele resolve dar uma de cupido cibernético e decide arranjar um parceiro ideal para Jen.

"Máquinas não devem ter favoritos. Não me pergunte como isso aconteceu."

Comentário Premiado Janeiro

Para começar 2018 com tudo no Top Comentarista de Janeiro iremos presentear um leitor com esta edição incrível de Crônicas de Morrighan, o prelúdio das Crônicas de Amor e Ódio lançado pela Darkside Books. Este livro é maravilhoso para fãs da saga e também para quem quer conhecer este universo incrível criado pela Mary E. Pearson. Confere a resenha que eu fiz do livro!

Bora saber como participar?


Resenha: O Fantástico Alfabeto Lovecraft

Título Original: "C" is for Cthulhu
Autores: H. P. Lovecraft, Jason Ciaramella, Greg Murph
Ano: 2017
Editora: Darkside
Páginas: 32

O Fantástico Alfabeto Lovecraft é a edição de estreia do selo Caveirinha da Darkside Books, o seguimento infantil da editora. E para seu primeiro livro, por que não apresentar aos nossos pequenos um nos maiores nomes da literatura dark?

Idealizado por Jason Ciaramella e ilustrado por Greg Murph, o livro não perde o tom ao ensinar e fisgar a imaginação das crianças ao apresenta-los ao universo lovecraftiano. A edição traz todas as letras de nosso alfabeto juntamente com personagens criados pelo autor H. P Lovecraft. Cthulhu, Abdul, Dagon e outras criaturas conhecidas, representam suas letras correspondentes, ensinando crianças e as relacionando as palavras.

"L de Lovecraft. H.P. para alguns, mestre para todos."

O pequeno livro encanta ainda mais pelo belo trabalho gráfico feito na edição. Mantendo o capricho e o carinho já conhecido da editora, a edição segue com o acabamento em capa dura, mas com um detalhe a mais. As pontas são arredondas para manter a segurança das crianças. Recebemos junto com o livro, uma almofada fofa do próprio Cthulhu e uma mochilinha com o logo do novo selo. Impossível não ter uma nova perspectiva sobre estas histórias!

Resenha: Minha Estrela Favorita

Título Original: First Star I See Tonight
Autora: Susan Elizabeth Phillips
Ano: 2017
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Amazon - Saraiva

Quando recebi o convite da editora para ler antecipadamente Minha Estrela Favorita, eu não tinha ideia do que esperar. O que eu sabia, era que Susan Elizabeth Phillips é uma autora best-seller de romances, com livros publicados em mais de trinta línguas e que, pela primeira vez, teria um título publicado aqui no Brasil.

Ao começar a leitura, percebi que conheceria dois personagens peculiares, com personalidades marcantes, envoltos numa história divertida e envolvente. Piper Dover é uma detetive particular que busca reerguer a empresa de investigação da família. O rumo da sua vida parece estar prestes a mudar, quando é contratada para seguir Cooper Graham, o ex-quarterback do famoso time Chicago Stars. Porém, Piper não parece ser uma profissional tão cuidadosa e logo é descoberta pelo próprio Cooper que para não ameaçá-la com um processo, resolve se aproveitar da situação o contornar todo o mal-estar causado contratando Piper contra sua vontade. 

Porém, o trabalho que aparentemente parecia ser apenas mais uma lição para ela acabou virando algo mais sério, agora a vida de Cooper corre perigo e finalmente, ela se vê em frente ao maior caso da sua vida. Além de ter a oportunidade perfeita para alavancar de vez os negócios, Piper decide que irá proteger Graham, ele querendo ou não. Agora, imaginem duas pessoas com ideias completamente opostas, obrigadas a conviverem juntos e se desafiando todos os dias. Certamente, Susan preparou os melhores diálogos, as melhores cenas e as mais hilárias e sensuais situações.

"Isso o atormentava. Comparada a outras mulheres, ela era um cara, pelo amor de Deus. Um cara empacotado em um corpinho incrivelmente sexy, atraente e forte. O que contradizia tudo do que ele tentava se convencer a respeito dela."

[Eventos] Very Important Book

No finalzinho do ano passado, o Grupo Editorial Record convidou um grupo de blogueiros do Rio de Janeiro para um evento exclusivo no centro de convenções de um hotel no Aeroporto Santos Dumont. Lugar muito bonito, por sinal. Para quem não conhece o Rio, ele fica próximo da Baía de Guanabara com vista para o Pão de Açúcar e a Ponte Rio-Niterói. Enfim, adivinhem... o Estante Diagonal estava entre os blogs convidados! Rolou um mistério do que realmente aconteceria nesse evento. A única informação que tínhamos era que eles anunciariam dois lançamentos de 2018.


Resenha: Suicidas

Título Original: Suicidas
Autor: Raphael Montes
Ano: 2017
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 432
Amazon - Saraiva

Suicidas, o primeiro livro de Raphael Montes, ganhou neste ano pela Companhia das Letras uma nova edição desta história, que originalmente fora lançada pela Benvirá. 

Em Suicidas, a delegada Diana Guimarães, tentará pela última vez, resolver um caso envolto a muito mistério. Há um ano, nove amigos reuniram-se em um porão para participar de uma Roleta Russa, um jogo de azar onde os participantes colocam uma bala no tambor de um revólver para atirarem em suas próprias cabeças, porém, não se sabe por qual motivo, a "brincadeira" resultou na morte de todos. 

Com a descoberta de uma nova prova, Diana reúne as mães desses jovens para lhes apresentar um caderno, escrito por Alessandro de Carvalho, um dos envolvidos na Roleta Russa, com detalhes do jogo. Enquanto a delegada lê os acontecimentos ocorridos naquele mesmo porão, as mães, ao mesmo tempo que sofrem e choram com os relatos narrados por Diana, precisam achar respostas para os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.

Raphael Montes se utiliza de três diferentes formas de narrativas e perspectivas para contar esta história. Primeiramente teremos os capítulos em que acompanharemos a delegada e as mães dos amigos lendo e comentando todas as anotações de Alessandro referente ao fatídico dia. Nestas partes, é possível se emocionar e criar empatia pelas famílias dos jovens, que, mais vez, são confrontadas com a realidade que seus filhos passaram. As reações dessas mães são muito genuínas, tenho certeza que, se lêssemos algo assim, o detalhamento da morte de um ente querido, demonstraríamos as mesmas reações. 

"É impressionante a atração humana pela desgraça alheia."